" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

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Out 05

O referendo contra ou a favor do desarmamento vem aí e a confusão está instalada. Os argumentos contra o desarmamento são os mais diversos, mas o mais forte no seio da população é que frente à falência da segurança pública, vale a segurança "individual".

Iludimo-nos com a falsa proteção doméstica, especialmente os que defendem o armamento privado, pois que estes não dormem porque o povo não come, e estão armados até os dentes, guardados por equipes de segurança privada. Vivem nos bunkers, acreditando que assim se protegem da "turba".

Enquanto isso, outros guardam debaixo dos colchões suas armas, enquanto não sabemos como fazer a segurança pública ser eficaz.

Aos que argumentam que não se pode desarmar a população enquanto os bandidos andarão armados, não importa que as estatísticas demonstrem que os que morrem a esmo são exatamente os cidadãos de bem, assustados com a barbárie.

 Ou aqueles que sob a pressão do desemprego, da tensão de sobreviver, são capazes de atos de violência brutal, por um mero incidente de trânsito, sacando do porta luvas do carro seu poderoso 38.

Há o caso do pai que matou seu filho porque este chegou em casa pela madrugada e o pai pensou que o filho fosse um ladrão. Há incontáveis casos de crianças e adolescentes transformados em vítimas ou assassinos porque brincavam com a arma dos pais, "guardadas" por cima de guarda-roupas.

Eu? Estou absolutamente confusa entre o Brasil que eu sonhei que poderia construir e o que se construiu à minha revelia.

Cartas pra redação!


 

publicado por Adelina Braglia às 12:06

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