" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

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Out 05

Um curto passeio ao Brasil que se pensa civilizado e à margem do brasil real. Volto. Breve. Mas, enquanto isso, música, ou melhor, a poesia silenciosa da música sem som. Viva Paulinho! Viva Hermínio!


Amar é um dom, há que saber o tom

e entoar bem certo a melodia.

O povo enxerga a luz de uma voz sincera

e canta com ela em sintonia.

Cantar é uma luz, um enfunar de velas

é compreender a canção como um navio

que vai zarpando, ignorando mapas

tocando as águas que nem harpas

por conta do destino.

Compor, saibam vocês, é mais que um desatino

é esmiuçar a dor, fio a pavio

ofício que deságua o sofrimento.

É escoar-se inteiro como um rio

e eu me ponho a compor feito um cigano

que busca noutra luz seu próprio lume

e me pergunto quem é mais insano

se eu, um rouxinol

se tu, um vaga-lume


Cantoria (Paulinho da Viola - Hermínio Bello de Carvalho)

publicado por Adelina Braglia às 11:12

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