" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

18
Dez 05

 Dorme um Deus-Menino entre etiquetas

e lá fora explodem rolhas de champanha.

No gráfico de vendas se encapela

em ondas a maré de mercancia.

Camuflado, barbas brancas,

Papai Noel executa promissórias de crediário.

A piedade vira embrulhos neste Natal sem manjedouras.

Lá no fundo de seu quarto,

fumando o último cigarro,

Deus contempla os homens

com infinita melancolia.

- Que fuzarca foram fazer logo no meu aniversário!

Poema de Natal - Luiz Coronel.

Obrigada, Nereide!

publicado por Adelina Braglia às 08:37

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