" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

06
Mar 06

Eu não voto em José Serra, nem em Fernando Henrique Cardoso, Alckmin ou Aécio.

Não voto em Heloisa Helena, pois considero que meu voto não é brincadeira de gente grande. Não voto em nenhum candidato do PMDB, se é que eles vão mesmo ter candidato, ou se a gente pode acreditar que Garotinho é candidato!

Pensei em votar em Roberto Freire no primeiro turno, e anular meu voto no segundo. Mas, uma coisa é Roberto Freire no Brasil, outra é sua política paroquiana em Pernambuco, parecida com a de todos os outros.

Talvez eu anule meu voto desde o primeiro turno. Eu não voto de novo em Lula. A única possibilidade de rever essa decisão é se o seu adversário no segundo turno for o Garotinho.

 Nunca anulei meu voto, nem mesmo quando a esquerda pregava o voto nulo como a única chance de manifestar nosso protesto, lá pelos idos de 74, 78. Eu achava, naquele momento, que meu voto era imprescindível, não para a democracia, mas para a minha consciência.

O que mudou a ponto de eu considerar anular meu voto? Infelizmente, só a minha consciência, que me impõe duas decisões: não votar mais no menos ruim, pois nunca existiu o melhor, e não postergar o desejo e a esperança pra outras décadas.

Eu não tenho mais décadas disponíveis.

publicado por Adelina Braglia às 14:00

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