" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

27
Mar 06

Eu não acredito em fadas, duendes, cegonha e papai noel.


Não acredito em sina, destino, fatalidade.

Não acredito que a pobreza  é dom da natureza, como o sol ou a chuva.

Acredito que a sabedoria não advém apenas dos livros, dos títulos obtidos, ou de teses defendidas.

Acredito que há uma sabedoria popular, que se destaca nos compromissos coletivos, e tem neles o seu fundamento e a sua razão de ser.

Acredito na divisão clara entre o interesse público e o interesse privado.

Acredito que o povo, esse tal de povo, se tiver acesso à informação, avança na direção da melhoria da sua qualidade de vida.

Acredito em chá de guaco para curar tosse,

em xarope de framboesa para infecção de garganta.

Acredito na minha cabeça, e sempre morei debaixo dela:

jamais a aluguei para ser sotão de interesses escusos.

Não acredito que primeiro é preciso fazer crescer o bolo para depois reparti-lo. Quem acreditava nisso eram os meninos do Delfim Neto.

Acredito que da miséria e da fome só advirão miséria e fome, e que as pessoas precisam de trabalho, alimento, alegria e condições para sonhar.

Não sou rica a ponto de não precisar trabalhar, nem tão pobre que não possa sonhar em ir a Barcelona.

Amo meu próximo e, às vezes, amo mais a mim mesma.

E não acredito mais  no governo Lula.

 


 


 

publicado por Adelina Braglia às 17:33

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