" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

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Abr 06
Se um dia eu não puder mais te olhar de frente,
prometo dizer inteiramente
que não te amo mais.

Se eu não quiser ceder,
se eu não puder mais te ouvir,
prometo dizer que não te amo mais.

Mas, enquanto meu olhar procurar o teu,
mesmo que você de mim desvie os olhos,
deixa esse meu carinho
tomar conta de nós.

Ainda que eu não esteja ao alcance da tua mão,
porque me queres - e não queres - assim,
como ave prisioneira,
pensa que sempre posso bater as asas
e ir pra longe,
desde que assim eu o deseje.

E que se eu fiquei,
parecendo presa ao ninho,
foi porque não quis que o vento me arrastasse de perto de ti.

(*) devo o título ao visio.
publicado por Adelina Braglia às 23:16

Abraço.
Bia a 13 de Abril de 2006 às 14:17

aceita a revisão - uma gaivota é uma gaivota, é uma gaivota...de nada pelo título. Belo poema.
visio a 13 de Abril de 2006 às 09:38

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