" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

08
Mai 06

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Aqui, alguns constróem o Brasil.


Aqui, também:


 (...) “ISTOÉ – O sr. concorda com as críticas de que Lula começou errando ao colocar pessoas ditas desqualificadas para cargos vitais? prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /></b>


Suplicy – Eu acho que, por tudo que vi na minha carreira, a idéia do governo e do partido de levantar recursos para beneficiar certos parlamentares e certos partidos foi desnecessária. O presidente Lula poderia ter muito mais confiança em seu poder de persuasão junto à opinião pública e aos parlamentares, para transmitir a cada senador e deputado o seguinte: eu quero que vocês votem de acordo com aquilo que consideram melhor para o País e não porque eu esteja designando pessoas para trabalhar no governo. E muito menos porque vai se pagar algum recurso para o parlamentar, liberando verbas para as emendas e parlamentares. O importante seria persuadir esses parlamentares tanto da base do governo quanto da oposição a votar projetos levando em conta seus méritos e também o poder de persuasão da pessoa que foi eleita pela maioria dos brasileiros.” (...)(http://www.terra.com.br/istoe/)


 (...) “Tenho o direito de cobrar do Partido dos Trabalhadores pelo governo que ele realiza, pela minha condição de militante e de cidadão. E, daqui por diante, exclusivamente pela minha condição de cidadão. Pois muito além do que imagina e pensa a direção partidária, o PT tem que dar satisfações à cidadania, que lhe deu as condições para disputar democraticamente e chegar ao governo. Falta a essa liderança consciência democrática e republicana, enquanto lhe sobram arrogância, prepotência e maneirismos caboclos de péssima fatura. Não me movem nem arrogância protagônica -este belo termo mais castelhano que português- nem propósitos catilinários nem profecias catastróficas nem o desejo de que outros me sigam neste caminho. Cada um dos petistas e cidadãos é independente e único sujeito de suas próprias ações, decisões e opções. Apenas não confio mais nos dirigentes do partido -os que estão no governo e os que permanecem nas instâncias partidárias. Sequer suponho que esse todo seja homogêneo. Muitos dos que estão no governo e permanecem e permanecerão no partido têm o direito de assim procederem e não os transformo em meus inimigos, sequer em adversários. Tenho a certeza de que continuarei a manter fraternais amizades com muitos deles e continuarei a considerá-los membros importantes da esquerda brasileira e lutadores pelas transformações na sociedade brasileira em seu caminho por maior justiça, igualdade social e socialismo. Afasto-me porque não votei nas últimas eleições presidencial e proporcional no Partido dos Trabalhadores, reiterando um voto que se confirma desde 1982, para vê-lo governando com um programa que não foi apresentado aos eleitores. Nem o presidente nem muitos dos que estão nos ministérios nem outros que se elegeram para a Câmara dos Deputados e para o Senado da República pediram meu voto para conduzir uma política econômica desastrosa, uma reforma da Previdência anti-trabalhador e pró-sistema financeiro, uma reforma tributária mofina e oligarquizada, uma campanha de descrédito e desmoralização do funcionalismo público, uma inversão de valores republicanos em benefício do ideal liberal do êxito a qualquer preço -o "triunfo da razão cínica", no dizer de César Benjamin-, uma política de alianças descaracterizadora, uma "caça às bruxas" anacrônica e ressuscitadora das piores práticas stalinistas, um conjunto de políticas que fingem ser sociais quando são apenas funcionalização da pobreza -enfim, para não me alongar mais, um governo que é o terceiro mandato de FHC.” (...) Francisco de Oliveira   (http://www.lpp-uerj.net/outrobrasil/Referencias_Destaque.asp?Id_Sub_Referencia=13)


 (...) “ Quando o Presidente fala, numa menção ligeira, em equilíbrio fiscal, e atribui a isso o “sucesso” de sua política econômica, comete dois equívocos de fundo ideológico, em razão de sua natureza paradoxal. Primeiro, não temos equilíbrio fiscal: temos feito sistematicamente déficit no orçamento nominal – que é o conceito que conta quando se relaciona déficit fiscal e taxa de inflação. Segundo, o déficit fiscal não tem a menor influência na inflação numa situação de alto desemprego. O que conta, nessa situação, é se o déficit é convertido em investimento ou consumo. Não é. É reinvestido no over. Com isso, a política fiscal de Lula, por causa dos altos juros, é fundamentalmente contracionista e desempregadora. Ele não tem nenhuma razão para se vangloriar dessa política. E infelizmente não há ninguém, em nossa institucionalidade, que possa ir à televisão, em horário gratuito, para o contestar!” (...) (http://www.desempregozero.org.br/editoriais/propaganda_enganosa.php)


 

publicado por Adelina Braglia às 08:46

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