" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

22
Mai 12

 

Não tenho mais pena de mim,  que as minhas penas já se espalharamm feito folhas na ventania. 

 

Não tenho grandes raivas, salvo aquelas escondidas,  que explodem quando menos se espera - e pelo motivo mais fútil. 

 

Não tenho mais medo da morte do que tenho de  uma vida sem cor, cheiro e sabor. 

 

Tenho orgulho do que sou e do que construi  e me orgulho também das pessoas que carrego presas ao meu rol de afetos. 

 

Tenho esperanças vãs de que entre a ganancia e a barbárie ainda haja caminhos, mas não estarei aqui para cruzá-los de novo. Felizmente. 

 

A mim compete agora apenas transmitir o que sei, no tempo que tenho e no ritmo que escolho. Mas, ainda trabalho muito e trafego entre a exatidão daquilo que não sei, a precisão das minhas certezas e uma enorme tolerância com a farsa alheia. 

 

E ainda me envergonho profundamente quando uma criança de dois anos morre de verminose na cidade onde vivo.

 

 

Música, maestro!

 

 

publicado por Adelina Braglia às 21:01

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