" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

08
Nov 11

 

Só por hoje, não me estenda a mão, não perca o gesto.

 

Distribui o seu abraço.

 

Não gaste o coração,

porque meus olhos,

meus ouvidos,

meus sete sentidos

estão tão dispersos

que não vêem

nem sentem seus esforços.

 

Aguarda um tempo  e depois,

como no samba do Chico,

bota  a roupa de domingo

se quiser me esquecer.

 

Dorme, amor,

que eu sou um pesadelo agora.

 

Sou uma sensação ruim do muro que ruiu

e da ponte que se lançou para o nada.

 

Sou um bicho estranho num país que jamais será uma nação,

bato-me de um lado a outro nas pontas  das pirâmides invertidas.

 

Mas, amanhã tudo se recompõe.

Como o sol e a chuva deste “inverno” de Belém.

 

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 22:47

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