" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

14
Mar 11

Silêncios  temporários, mas cheios de ruídos novos, onde couberam um novo trabalho, uma nova casa e flores na varanda desacostumando-me daquele início de aposentadoria ao qual eu já até que bem me acostumava.

 

Um tempo não muito curto para repor desejos e vontades pessoais na prateleira e substituí-los, temporariamente, por aprendizados novos e revisão de antigos saberes.

 

Estantes coloridas substituíram as caixas prontas para a partida que acabou em “ficada”. Tal qual Pedro I, disse ao povo que ficava, embora o povo nada me perguntasse.

 

Acordo bem todas as manhãs, se é que se pode dizer isto com uma hérnia de disco perturbando a disposição. Mas, acordo de bem com a vida, é isso que quis dizer.  

 

Sobrevivente  e privilegiada, posso escolher de que forma quero fazer parte do meu tempo. E as jardineiras na varanda anunciam todas as manhãs que a vida precisa ter cheiro, cor e sabor. Apenas uma saudade dos que ficaram ainda longe  sussurra aqui na orelha direita um pedido de desculpas. Mas, pra eles, pra vocês e pra mim, uma canção neste recomeço:

 

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 18:40

Géssio querido: que prazer enorme encontrar você aqui. Quanta saudades! Na vinda do Oswaldo aqui, no início o mês, perguntei por você. Não desapareça. Seja sempre bem vindo e uma hérnia - chata, horrorosa, às vezes dolorida - não pode ser melhor do que nós!
Beijão.

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