" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

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Dez 10

 

Hoje a madrinha faria 100 anos! Deixou-nos antes disto, mas o principal ficou conosco: os exemplos de generosidade atávica, de amor à família, de compreensão das fragilidades, da necessidade de elogiar.

 

Nela, a fraternidade não era lema de bandeira: abria o portão e ofertava a comida. Para o “Peixe”, para a “Bonitinha”. Como se fosse isso  natural como o nascer dos dias.

 

Na escadinha  da cozinha,  eu via o bife ser dividido entre todos e, milagrosamente, eles se multiplicarem na chegada de mais alguém.

 

Oferecia o colo e a repreensão com a naturalidade de quem ama. E ensinava que a vaidade era virtude e não pecado. A tintura nos cabelos era religiosa! E cantava, me ensinando que a música é companheira. E passeava pela casa sua majestosa aura, comprimida em metro e meio de mãe.

 

Saudades de você. Uma saudade doce, mansa, emocionada e feliz, de quem teve o privilégio de poder ser também sua filha.

 

Um beijo, Mamada. E uma canção pra você ouvir, onde estiver.

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 07:59

Não poderia ser melhor dito, irmã! Mesmo por pouco tempo e com as dificuldades da vida, foi muito bom ter duas mães!
Compartilho a saudade!
Beijo minha mana
Oswaldo a 10 de Dezembro de 2010 às 12:11

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