" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

22
Mai 06

Às vezes a escolha é de alto risco. Mas, não há como parar na encruzilhada. Foi assim que me senti hoje, ao amanhecer insone e me convencer que meu amor pelo filho só indica uma escolha, aquela que parece a mais dura, a mais fria, a mais “desamorosa”. E junta-se a essa dificuldade, outra, talvez pior: não saber se o que dói é a dor do filho ou a minha impotência de intervir, eu, a poderosa mãe, que sabia os caminhos que ele devia andar, com as minhas pernas!

Retardei suas possibilidades de cura, pela minha arrogância – que tantas vezes chamei de amor! Cheguei a sentir, muitas vezes, aquela pontinha de irritação por achar que ele não queria ir por onde eu indicava, o que para mim era a coisa mais natural do mundo. Afinal, em nome do amor, a gente sufoca, prende, amarra. E isso não é privilégio de mães. É erro de quem acha que amar é isso.

O registro destes dias de escolha serão relembrados por nós, dentro em breve, com o alívio que tem o pescador, contando a atentos ouvintes, como foi difícil sair daquela tormenta, há muitos temporais atrás. Não, isso não é presunção, filho. É um sincero e amoroso desejo.

Um beijo.

publicado por Adelina Braglia às 08:43

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