" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

21
Ago 09

Assisti na íntegra o discurso do senador Aloísio Mercadante. Volteios em torno de si mesmo e de um partido que se partiu não sei bem quando e foi entregue em bandas aos mercenários.

 

Um analista de olhar enviesado pela manutenção da sua parcela (?) de poder, o senador navegou pelos ataques  – criticando Marina por deixar o PT para uma disputa eleitoral – assumiu a humilhante condição de quem trombeteou que ia e não foi, justificando-se com a parcela do partido que esperava a manutenção da palavra, e, pifiamente, terminou imitando Dom Pedro: diga ao povo que fico. Ou melhor, eu fico porque o povo não está nem aí pra minha encenação.

 

Mercadante imitou seu Guru: publicamente desautorizado pelo bufão Berzoini, rasgou o passado – o dele, Mercadante, alíás, muito mais consistente do que o do Guru – agarrou-se à carta do Presidente e, finalmente, fez o que todos, ou quase todos, achavam que faria: ficou.

 

Não será ele o coveiro do Senado, certamente. Da mesma forma que justificou Sarney no discurso, alegando que as patifarias são centenárias, eximiu-se previamente da própria culpa.

 

Considero este post seu anúncio fúnebre: descanse em paz, senador.  Está em boa companhia agora. Alinha-se definitivamente a Collor, Wellington Salgado, Renan e outros párias desta triste república.

 

Que Santo Ambrósio lhe garanta o purgatório.

 

publicado por Adelina Braglia às 15:11

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