" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

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Abr 09

 

A ministra Dilma Rousseff, cercada pela equipe  de especialistas do Hospital Sírio Libanês, sem disfarçar sua peculiar impaciência, anunciou que fez uma cirurgia para retirar um tumor linfático, etc. e tal. Os médicos garantiram o êxito da cirurgia e a excelente possibilidade de cura de 90%.
 
Correto o que a ministra fez, ao não deixar que se criasse expectativas errôneas ou se disseminasse mentiras sobre o seu estado de saúde. Porém, uma recomendação feita por ela – que era importante pelo seu exemplo, que todos fizessem exames de rotina ou coisa assim – que cabe bem e é simpática em atrizes que não tem compromisso direto com a estrutura de saúde pública no país, eu não consegui deglutir.
 
A “recomendação” da ministra, para um marciano que caiu ontem cá neste planeta, dará a impressão que o problema do nosso povo, no que se refere à própria saúde, é o ralaxamento, o descaso, ou algo semelhante. Não saberá, o nosso marciano que a moça que tentava ser afável entre seu autoritarismo e rasgos de  presunção de dona do caminho da verdade e da luz,  é diretamente responsável por apoiar a melhoria dos indicadores de saúde deste país. Nosso marciano não saberá que o Brasil é o campeão mundial de incidência de câncer de colo de útero, que vitima milhões de mulheres ano a ano.
 
Esta doença tem probabilidades ainda mais otimistas de cura do que a da ministra: a doença tem 94% de chances de cura quando diagnosticada cedo. E para disgnosticá-la cedo, basta um rotineiro exame anual: a colpocitologia.
 
Assim, cara ministra Dilma, desejando-lhe franca e rápida recuperação, confiando, eu também, na competência da  equipe  do Hospital Sírio Libanês que a assiste, solicito-lhe que na longa sobrevida que terá, que apóie, estimule e financie com recursos ordinários e extraordinários do seu Governo o combate ao câncer de colo uterino que vitima especialmente mulheres pobres deste Brasil. Após o aparelhamento dos postos de saúde, dos hospitais públicos e prontos socorros, aí sim, ministra, caberá seu tom aborrecido de recomendação.
 
Saúde, Ministra.
publicado por Adelina Braglia às 09:14

Concordo com a Ana Diniz, a senhora ( primeira e parece única) ministra está mais ocupada com o poder...e veja bem...saúde pública não dá apoio, os poderosos que irão apoiar a ministra não usam, eles preferem o lucro e vamos combinar...quando se fala em lucro, se fala em Petrobras. Bjos Bia!
Maju a 30 de Abril de 2009 às 10:37

Querida irmã
A Sra. Ministra conhece tão bem a saúde pública, mesmo não tendo compromisso com ela. Conhece tão bem que veio se tratar em um hospital de referência internacional pela qualidade do tratamento, não se sujeitando ao tratamento do SUS.
Todos os políticos que precisam de assistência médica deveriam se tratar em hospitais públicos e postos de saúde, ai então quem sabe alguma coisa mudaria.
Saudades de voce
Cleide a 2 de Maio de 2009 às 00:48

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