" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

13
Set 08

 

Entre a sua ironia -  que eu adoro - e sua crítica ferina - que eu necessito - havia uma generosa constatação na opinião da amiga quando ela  “renovou” meu batistério e declarou que sou uma mulher que tem fé! E, o que é pior, concordei com ela.
 
Tenho a fé desaprendida dos corredores do colégio de freiras onde estudei e dos silêncios das igrejas que nunca mais freqüentei. Mais do que meu verniz esquerdista, foi – e ainda é - a comiseração pelo sofrimento do outro que me move pela vida.  Já escrevi isso aqui antes.
 
Como ela sempre me faz pensar – incômodo do qual, vez em quando, eu abdico – fiquei a esmiuçar essa tal fé que, ainda segundo ela, não precisa de justiça. E aí foi que complicou: fico pensando que essa minha frouxa comiseração - frouxa porque se contenta em ser apenas isso -  talvez me leve ao céu, para onde nem sequer pretendo ir, mas não fará com que algo mude.
 
Caramba!
 
As Anas ainda me levarão à loucura. E pensar que uma delas é, formalmente,  responsável pela minha aparente sanidade.......rsrsrs....
 
Ana Diniz, aí estão os Mutantes. E a canção que você tão bem lembrou.
 
 

 

publicado por Adelina Braglia às 10:26

obrigada, arnaldo batista novinho, novinho, e rita lee com sua versatilidade e exibicionismo...
porque o pessoal de esquerda ignorava dos mutantes? - lembro que quando mostrava o lp deles, todo mundo se escandalizava...
será que não queriam ver essas pessoas na sala de jantar?
e, amiga: a compaixão mudas as coisas, sim. Isabel de Hungria que o diga...
de novo, obrigada. Ana
ana diniz a 13 de Setembro de 2008 às 15:06

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