" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

05
Set 09

 

Esta semana, as ruas de Belém  viram a revolta dos operários da construção civil. Fúria, mais do que revolta.

  

Fúria que foi combatida com veemência pela polícia e aplaudida pela sociedade, a mesma que consome os apartamentos de 2 milhões, um por andar. A mesma  que faz de conta que não há nada de estranho no "boom" imobiliário, que assola a cidade há quatro ou cinco anos. Sequer suspeita que tanta "produtividade" pode ter estranhas origens!

 

As torres de concreto, exibindo a luxúria que prometem, construídas sobre salários miseráveis e condições de trabalho insanas e ilegais, ficaram intactas.

 

Nossa solidariedade, nossa capacidade de compreender para além da fúria, foram definitivamente danificadas.

 

Repito este post também no Monólogos.

 

 

Quem sabe assim, aplaco minha vergonha.


A letra, para facilitar:



 

Só peço a Deus
que a dor não me seja indiferente
que a seca morte não me encontre
vazia e só sem ter feito o suficiente
 
Só peço a Deus
que a injustiça não me seja indiferente
que não me esbofeteiem a outra face
depois que uma garra me arranhou esta sorte
 

 

Só  peço a Deus

que a guerra não me seja indiferente
é um monstro grande e pisa forte
esmaga toda a inocência da gente
 

 

 

 

(Solo le pido a Diós – León Gieco)

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 07:39

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