" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

17
Nov 08

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 07:28

11
Nov 08

 

 

 

"A floresta é o homem, não a árvore".

 

 

" Em 1970, quando tinha 20 anos e estava pela primeira vez na Amazônia numa expedição de primeiro contato com os índios panará, o fotógrafo Pedro Martinelli estava descansando em uma rede e, ao seu lado, em outra rede, estava Odair, caboclo na época construtor da estrada Cuiabá-Santarém. "Eu era um deslumbrado", diz agora Martinelli, que se virou naquele momento para Odair e fez qualquer comentário sobre a beleza da floresta. "É, Pedrão, é bonito e triste...", retrucou sabiamente o mateiro com seu rádio de pilha ao lado. Essa é uma das tantas histórias que Pedro Martinelli uma das histórias presentes no livro Gente X Mato, que o fotógrafo lança hoje, às 19 horas, na Livraria Cultura (...)"

 

 

"(...) Em sua casa, em um local afastado da metrópole São Paulo, Martinelli vai mostrando com simplicidade e emoção algumas das fotografias com seus anjos da guarda. "O meu Deus é um caboclo específico, que está lá parado e você encontra raramente. Ele tem uma atitude e um olhar tão penetrante que quase te hipnotiza... Ele não está submisso, ele não ri, a atitude dele é assim, parada", diz o fotógrafo, apontando para uma foto com um grupo de pessoas debaixo de uma lona, que ele demorou dez dias para fotografar ; e uma imagem e levou um ano e meio para captar: o movimento exato de um homem sobre um barco pegando um pirarucu no Lago Paraoá, em 1996.

Mas a Amazônia é bela e triste e hoje Martinelli se vê um pouco desencantado com seu tão caro tema. O livro Gente X Mato - feito em parceria com o jornalista e roteirista Marcelo Macca e com o designer Ciro Girard, com capítulos como Comida, Solidões, Amazônia de Quem? - já começa com a reprodução de um anúncio do governo militar, lançado em 1970, com o slogan "Chega de lendas, vamos faturar!" São, como diz Martinelli, 40 anos vendo gente faturando, além de "muito desleixo" e miséria. Dessa maneira, Gente X Mato tem sempre também um olhar crítico e incisivo."

 

 

(Texto e fotos Agenciaestado)

 

publicado por Adelina Braglia às 08:25

05
Nov 08

 

 

Foto: AE/AP

 

 

 

Atualizando, às 7:16:

 

Traduzindo

por Tutty Vasques, Seção: Fala sério!
 
O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, acha que Barack Obama pode aproximar Brasil e EUA.

Isso quer dizer o seguinte: Nada!

Rigorosamente, nada!

 

publicado por Adelina Braglia às 06:08

04
Nov 08

" País não tem mapa terrestre de 35% da Amazônia

O diretor-geral do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Marcelo de Carvalho Lopes, afirmou que 1,8 milhão de km² da Amazônia Legal não tem informações cartografias terrestres, o que corresponde a 35% da região, que tem área total de 5,2 milhões de km².  Segundo ele, Amazônia, Pará, Amapá, Mato Grosso e parte do Acre, Maranhão e Roraima são as áreas mais desprovidas de cartografia.

Sem essas informações, ficam prejudicadas ações de desenvolvimento regional, geração de informações estratégicas para monitoramento regional, segurança e defesa nacional, especialmente nas áreas de fronteira.
Para acabar com esse vazio cartográfico, o governo brasileiro está fazendo um estudo topográfico inédito da Amazônia com a finalidade estratégica.  A radiografia da Amazônia dará suporte para projetos de infra-estrutura, como o traçado de rodovias, de gasoduto e a construção de hidrelétricas, assim como servirá como base de ações militares.  Até 2012, serão produzidas 20 mil cartas topográficas da Amazônia Legal (...)"
 
 
 
Enquanto isso, quem tem tato, "tateia" o solo, o subsolo e vai deixando suas marcas.
publicado por Adelina Braglia às 08:31

 

Supõe que a legislação de transito obrigue a realizar exames para emitir carteira de motorista. Supõe que por medo da reprovação, preguiça ou malandragem, o examinando pague R$ 150,00 para não realizar as provas e ser aprovado. Supõe a multidão que faz isso. Supõe o lucro de alguns. Supõe a matilha de péssimos motoristas circulando naquela cidade, sem noções elementares de legislação de transito.
 
Supõe que numa cidade a criminalidade seja crescente a olho nu. Supõe que famílias inteiras são duplamente reféns: do vício e dos furtos para mantê-lo, de seus filhos, irmãos ou maridos e da polícia que os prende para achacar em R$ 300,00 ou R$ 500,00 destas famílias. Supõe também que assim como as famílias, os moradores, a polícia sabe exatamente onde ficam os “boqueiros”, pois acha a casa todas as semanas, quando vai buscar sua propina. Supõe como é difícil assim conter e inibir o tráfico e o consumo de drogas.
 
Supõe que numa escola pública onde o ensino noturno é para jovens e adultos que não o concluíram na idade certa, os professores raramente compareçam para dar aulas. Supõe também que quando o fazem, não dão aulas. Cobram dos alunos algum dinheiro – pouco, é verdade, mas não tão pouco que não prive a maioria dos alunos de uma passagem de ônibus – e dão-lhes apostilas para fazerem o trabalho ou a prova em casa. Supõe que muitos deles trabalham durante o dia, chegam à escola cansados e não encontram o professor, nem o saber que buscam. Supõe o desestímulo e o péssimo aprendizado desses jovens.  
 
Supõe que precisas de um atendimento de emergência – uma cirurgia, por exemplo – numa unidade pública de saúde. Supõe que para fazer a cirurgia na unidade pública de saúde, o médico lhe proponha um pagamento à parte, o dele e o do anestesista, para garantir alguma agilidade e você, receoso, achando inclusive que o pagamento, se não for feito, poderá desaguar não só na demora, mas num atendimento meia-boca, acabe se esquecendo que o serviço público deve ser gratuito e de boa qualidade. Supõe o que esta amnésia provoca.
 
Supõe que passeias pela rua num domingo pela manhã e num determinado quarteirão, uma vala fétida vá te acompanhando e que seu ponto mais largo seja exatamente em frente a um prédio onde funciona a Divisão de Vigilância Sanitária daquela cidade. Supõe, pelo exemplo, como cuidam bem da vigilância sanitária daquela cidade.
 
Agora, para que fiques em paz, e cuides tranqüilamente da tua vida e tenhas a certeza de que nada tens a ver com isso, lembra: são apenas suposições. E ouve a canção.
 
 
 

 

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 06:21

02
Nov 08

 

Prefiro rosas, meu amor, à pátria, 
E antes magnólias amo 
Que a glória e a virtude. 

Logo que a vida me não canse, deixo 
Que a vida por mim passe 
Logo que eu fique o mesmo. 

Que importa àquele a quem já nada importa 
Que um perca e outro vença, 
Se a aurora raia sempre, 

Se cada ano com a primavera 
As folhas aparecem 
E com o outono cessam? 

E o resto, as outras coisas que os humanos 
Acrescentam à vida, 
Que me aumentam na alma? 

Nada, salvo o desejo de indiferença 
E a confiança mole 
Na hora fugitiva

 

 

(Fernando Pessoa/Ricardo Reis)

publicado por Adelina Braglia às 16:47

01
Nov 08

 

... canta hoje em São Paulo. E essa canção de Joni Mitchell, lembra James Taylor, Joan Baez, Carole King, e um tempo em que o tempo que se tinha parecia ser suficiente para construir um tempo melhor.

 


Aí vão eles:

 

  

 

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 12:29

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