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.. ou desocupa a moita!

Segunda-feira, 13.10.08

 

Minha vida, depois das caixas finalmente desmanchadas, transformou-se em seis prateleiras e uma pequena estante. Não, não é só isso. Há dois filhos e uma neta, herdeiros diretos desta herança... rsrsrs...
 
Nos papéis e pastas – algumas que apenas empilhei, sem vontade de abrir nem de jogá-las fora - algumas coisas interessantes: agendas! Desde 1977. E alguns cadernos de anotações. Meu filho, grande gozador, perguntou se eu estava pensando em escrever minha autobiografia. De bate pronto, respondi: a minha não, mas há pedaços de história destes 30 anos de Pará que talvez valha a pena recuperar.
 
É isso. A expressão mágica é: valer a pena. Sei: Fernando Pessoa já disse que tudo vale a pena se a alma não é pequena. Mas, o que significa resgatar pedaços de história se eu vou olhá-la sempre com os meus olhos? Não tenho documentos, que possam servir à história. Tenho tão poucos que nem sei se referendam o que eu “acho”.E assim, há anos dou volta em volta do umbigo.
 
Uma vez – acho que já escrevi isso por aqui – minha amiga Annez, que recebia muitas cartas minhas nos primeiros dez anos quando vim para cá, disse que eu deveria escrever um livro. Um livro que mostrasse aos sulistas - ela é uma mineira paulista..rsrsrs.. - que há um olhar de fora e um olhar de dentro. À época brinquei com ela que o título eu já tinha: “Morangos no tucupi”. Mas, quando falei sério com ela sobre isso, dei a mesma justificativa que continua a me inibir de contar a minha versão ou jogar fora o que guardei.
 
As cartas são centenas. Os irmãos e os amigos que ao longo dessas três décadas respondiam as minhas aflições de enxergar e querer ver mais do que meus olhos viam. Rita e Oswaldo mandavam junto com a carta, a VEJA – isso antes da Rita exilar-se na Ilha do Bananal... rsrsrs.... Nas cartas, fazem referência a isso ser uma forma de eu saber que o mundo continuava girando. E a VEJA no final dos anos 70, informava alguma coisa. Não era essa nojenta copydesk do status quo.
 
As cartas eu não vou jogar fora. Mas vou arruma-las. E reler as que ainda não reli. Falam do tempo em que uma adelina acreditava mais e melhor do que acredita hoje. E eu gostei de reencontrá-la.
 
Não. Não se preocupem. Esse post não é um teste para saber quantos amigos viriam aqui dizer: escreve. Minha vaidade e presunção já diminuíram o suficiente para este post ser apenas uma anotação para eu cuidar desta decisão: ou escreve ou joga tudo fora!
 
Vamos ver se funciona.
 
A calhar: Bruce Springsteen, Born to run, 1975.
 
 

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Acabou o Círio! Mas, o re-Círio virá...

Segunda-feira, 13.10.08

 

 
 
O título não é sarcástico. É que quem ainda não deu os três nozinhos na fita de Nossa Senhora de Nazaré, ainda tem tempo. Tem sim.

 

 

"(...) Volto a Geisel. A prova de sua mediocridade, da sua incapacidade de perceber o alcance do desenho golberiano, está em um livrão de derrubar criados-mudos, fluvial entrevista concedida a um grupo de professores do CEPEDOC. Saído anos atrás. Quem deseja saber quem foi aquele ditador de plantão deve lê-lo. Geisel não liga a mínima para a tal distensão. Enaltece, isso sim, os feitos econômicos do seu governo e sobre o tema gasta largamente seu verbo de chefe de quartel. Pois é, logo no início do seu mandato, viu no Brasil uma ilha de prosperidade, em meio ao mar da depressão global. Foi ali, no entanto, que deu os primeiros passos a desgraça econômica brasileira, destinada a durar décadas, de recuos irresistíveis. Neste exato instante, Geisel e sua tola crença me voltam à memória."
 
(Blog do Mino, aí ao lado) 

 

 
 
Parece que o italiano está fazendo comparações. Parece. E o Ministro Mantega, também. Parece que está.
 
  
"Mantega: 'tsunami financeiro' pesa sobre os mais pobres 
 
WASHINGTON - "Não temos mais ilusão. Os países em desenvolvimento serão afetados pela desaceleração global", afirmou hoje o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em discurso no Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial, em Washington. Por isso, o ministro avalia que, apesar das emergências deflagradas pela crise financeira internacional, erradicar a pobreza tem de ser prioridade. "Para evitar sérias conseqüências, o mundo em desenvolvimento precisa de um choque contracíclico", diz o comunicado divulgado depois da reunião realizada hoje durante o Encontro Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (...).

 

  
(Estadão, hoje)

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Adelina Braglia às 08:42


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