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Para os que têm coração livre...

Sexta-feira, 15.08.08

 

Graças a Santo Ambrósio e a algumas virtudes minhas - além da paciência deles... -  tenho muitos amigos de corazon libre...

  

Sérgio Fernandes é um deles e faz aniversário hoje.

 

  

Te han sitiado corazón y esperan tu renuncia,
los únicos vencidos corazón, son los que no luchan.
No los dejes corazón que maten la alegría,
remienda con un sueño corazón, tus alas malheridas.

 

No te entregues corazón libre, no te entregues.
No te entregues corazón libre, no te entregues.

Y recuerda corazón, la infancia sin fronteras,
el tacto de la vida corazón, carne de primaveras.

  
Se equivocan corazón, con frágiles cadenas,
más viento que raíces corazón, destrózalas y vuela.

No te entregues corazón libre...

No los oigas corazón, que sus voces no te aturdan,

 

serás cómplice y esclavo corazón, si es que los escuchas.

No te entregues corazón libre...

Adelante corazón, sin miedo a la derrota,
durar, no es estar vivo corazón, vivir es otra cosa.

 

No te entregues corazón libre...

 (Rafael Amor) 

 

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Adelina Braglia às 10:22

Ah! vozes maravilhosas ...

Terça-feira, 12.08.08

 

 

 

 

 

 

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As pessoas amáveis.

Segunda-feira, 11.08.08

 

Algumas pessoas muito amáveis preocupam-se com os animais abandonados. Dizem: “... estes pobres cãezinhos estavam famintos e doentes antes de eu acolhe-los. Muitos de preocupam com crianças de rua, mas quase ninguém se ocupa destes pobres animaizinhos...”
O rosto crispado de dor e as lágrimas rolando cara abaixo, é pano de fundo de tanta emoção. E eu, que gosto de animais, embora prefira gatos, fico a confrontar-me com a minha insensibilidade.
 
As pessoas amáveis costumam discorrer sobre a sua preocupação com a miséria, principalmente com a das crianças esquálidas da África. Comentam, comovidas, como era terrível a imagem daquele negrinho pouco-vivo-quase-morto que apareceu no domingo no Fantástico.
E emendam a este assunto a manifestação de aborrecimento que tiveram na tarde anterior, quando um pivete tentou insistentemente lavar o vidro do seu carro antes do farol abrir.
 
A maioria destas amáveis pessoas também não manifesta atrasadíssimos preconceitos contra os homossexuais. Dizem: “... nada tenho contra os gays Só acho muito estranho quererem adotar filhos. Afinal, a pobre criança vai ter que explicar na escola porque tem dois pais ou duas mães...”
 
Já pensei em dizer-lhes – às pessoas amáveis – que se eletrificassem o vidro do carro, para dar choque nos pivetes inconvenientes quando eles encostassem, sobrar-lhes-ia mais tempo para pensar no negrinho quase-morto-pouco-vivo da África.
 
Já pensei também em dizer que poderiam soltar os cachorrinhos e assim teriam espaços para recolher nos boxes do canil os gays, dando prioridade aos que querem criar constrangimentos a uma criança, adotando-a! Afinal, fica muito evidente o constrangimento das crianças terem que explicar-se na escola - que antes nunca puderam freqüentar - que negócio é esse de dois-pais, duas-mães!  
 
Quem sabe também face à insensibilidade que já demonstrei no segundo parágrafo, poderia sugerir-lhes – às pessoas amáveis – que ao invés de recolher os gays aos boxes do canil, ali pusessem suas excelentíssimas mães.
 
Mas, não se assustem. Jamais o farei. Afinal, são pessoas amáveis. E muito sensíveis. E poderiam compreender-me mal.
 

 

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Adelina Braglia às 14:34

Simplesmente trabalhador!?!?!?

Segunda-feira, 11.08.08

 

Talvez porque a manhã estava bonita e eu caminhava para o trabalho sem pressa, pude prestar atenção ao adesivo na traseira do carro, onde o candidato a vereador definia-se como “Simplesmente Trabalhador”.

 
A falta de pressa, a manhã bonita e a caminhada à sombra, permitiram divagações sobre os acertos e erros do slogan:
 
1 – O slogan é estranho. Ser trabalhador não é simples.
O trabalhador brasileiro que é “simplesmente trabalhador”, com vínculo formal ou não, recebe baixo salário, tem pouco acesso à qualificação e sua chance de mobilidade social é muito, muito pequena, se ele permanecer “trabalhador” a vida inteira.  Pior ainda se morar, como muitos, no PAAR em Belém, ou no Jardim Ângela, em São Paulo.
 
2 – usar o slogan “Simplesmente Trabalhador”, quem sabe, pretende induzir o potencial eleitor a imaginar semelhanças entre este candidato e o nosso Getúlio moderno. É claro que a exceção que o Presidente Lula representa – e da qual se jacta – para mim não é estimulante. Afinal o Presidente é um orgulhoso não-estudante e sabemos que é um não-trabalhador há pelo menos três décadas e meia.
 
3 – porém, se o termo “simplesmente” for lido como “só” ou “apenas” trabalhador, pode resultar em prejuízos eleitorais, se lido ao pé da letra (aliás, qual é o “pé” da letra?).  Quer dizer, o moço é só trabalhador e se assim é, parece que desqualifica ser isto. Ou se é assim, “apenas” trabalhador, deveria candidatar-se a cargos diretivos do seu sindicato de classe. Para ser representante da população de um município, ainda que priorize os interesses de um segmento, não compete a um vereador ser “só” alguma coisa.
 
4 – o aspecto positivo do slogan seguindo o raciocínio acima, seria os candidatos se identificarem com clareza, facilitando bastante a escolha do eleitor.
Já imaginaram que facilidade seria escolher entre os que se intitularem:  “Simplesmente Trapaceiro”, “Simplesmente Oportunista”, “Simplesmente Desonesto”, “Simplesmente Vigarista”,  etc. e tal. Saberíamos, por exemplo, que quem é “só trapaceiro”, não matou a mãe. Quem se auto-intitula “só vigarista”, não deve ser representante do narcotráfico. E assim, sucessivamente....
 
Santo Ambrósio, seu título eleitoral é de Belém?
 

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Adelina Braglia às 13:30

As Olimpíadas no lote do Nei.

Sábado, 09.08.08

"ZÉ OLÍMPIO E OS JOGOS NA AVENIDA

Zé Olímpio, o atleta aqui do Lote, campeão de lançamento de livros, levantamento de cálices e copas, já de saída pro “Convenção de Genebra”, onde exerce seu mister, me provoca:

- E aí Chefia? Viu a abertura dos Jogos? Parecia até a Marquês de Sapucaí! E que bateria, hein!? Só faltou samba.

Não me fazendo de rogado, eu repico:

- Na Sapucaí também, meu caro Zé Olímpio! Tá faltando. E qualquer dia vai ser só aquilo mesmo da abertura dos jogos. Só efeitos, só ilusão...

Nisto, chega o Imeio (um pivetinho de menos de 1m. de altura, mas rápido como um velox) trazendo uma mensagem do carnavalesco Milton Cunha, meu chapa, que prepara o enredo pra Viradouro. Imeio vai, Imeio vem, eu junto pé com cabeça, misturo China com Olimpíadas e resolvo elaborar a sinopse de um outro enredo que ficou assim, vejam só!

“PRESENÇA AFRICANA NA CHINA MILENAR.

“A pre­sen­ça ne­gro-afri­ca­na na China vem de tem­pos ime­mo­riais. A mi­to­lo­gia chi­ne­sa men­cio­na um po­vo ori­gi­nal, de na­riz lar­go e cha­to e ca­be­los en­ca­ra­pi­nha­dos, cha­ma­do Ainu. Essa pa­la­vra, cu­jo sig­ni­fi­ca­do é “ser hu­ma­no”, te­ria se ori­gi­na­do no Egito, e de lá se dis­se­mi­na­do atra­vés da Meso­po­tâmia, da Pérsia e da Í­ndia, on­de ga­nhou a acep­ção de “ne­gro”. Os Ainus, ca­rac­te­ri­za­dos co­mo ­anãos, apa­re­cem em to­da a his­tó­ria chi­ne­sa, co­mo, por exem­plo, na di­nas­tia de Fu-Hsi (2953-2838 a.C.). Tido co­mo ne­gro e de ca­be­lo la­nu­do, es­se rei foi o res­pon­sá­vel pe­la cria­ção das ins­ti­tui­ções po­lí­ti­cas, so­ciais e re­li­gio­sas, bem co­mo da es­cri­ta, que ­iriam per­du­rar até nos­sos ­dias. Foi su­ce­di­do por Shen-Nung (2838-2806 a.C.), ao ­qual se atri­bui a in­tro­du­ção da agri­cul­tu­ra no ­país, tam­bém per­ten­cia ao po­vo ai­nu (cf. Elisa Larkin Nascimento, “As civilizações africanas no mundo antigo”. In “Sankofa. Resgate da cultura afro-brasileira, vol. I. Seafro. Gov. Estado RJ, 1994, págs. 49-74 ). No ano 614 D.C, em­bai­xa­do­res de Java pre­sen­tea­ram o im­pe­ra­dor da China com ­dois es­cra­vos pro­ve­nien­tes de Zanzibar. Por vol­ta de 1119, se­gun­do Alberto Costa e Silva, a maio­ria das pes­soas abas­ta­das de Cantão pos­suía es­cra­vos ne­gros, oriun­dos da Áfri­ca ín­di­ca, os ­quais, ape­sar de for­tes, em­pre­ga­dos em ­obras sub­ma­ri­nas de re­pa­ros na­vais, mor­riam fa­cil­men­te, em ge­ral de diar­réia, por es­tra­nha­rem a ali­men­ta­cão [Fonte: Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana, 2004”.

Dia seguinte, terminada a sinopse, dei-a pro Zé Olímpio ler e opinar. Mas ele olhou, olhou, pensou e, aí, deu o parecer conclusivo, já tirando o time de campo:

- Acho que não dá, não, Chefia! O senhor viu a delegação do Brasil, na abertura? Parecia a da Suécia! De pretinho mesmo, parece que só tinha o pessoal do futebol e do atletismo. Mas a televisão não mostrou. E se a televisão não dá, o enredo não tem credibilidade. Vou nessa! Fui! Feliz Dia dos Pais!"

 

O lote do Nei está no link aí à esquerda.

 

 

 

 

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Adelina Braglia às 13:23

Aquarelas do Brasil, take 3 : enquanto a gente dormia...

Sábado, 09.08.08

 

“(...)  Como não é minha especialidade? Sou, antes de mais nada, um economista político, na antiga tradição de Adam Smith, David Ricardo,  Karl Marx, Keynes, Galbraith, Maria da Conceição Tavares. A blindagem de Meirelles foi simplesmente uma tentativa de protegê-lo de processos vindos do povo. Contudo, diante dos fatos relatados, a única blindagem que ele pode ter agora é pegar o avião e se mandar para Boston. Depois a gente manda trazê-lo de volta, com ordem do Supremo, como acaba de acontecer com Cacciola.(...)”
 (José Carlos de Assis)
 
 
“(...) Recapitulemos: o BC propõe uma aposta viciada, em que ele mesmo pode manipular as variáveis decisivas.
Os especuladores aceitam. E o BC perde a aposta! Joga porque quer -pois isso nada tem a ver com política monetária- e perde porque quer.
O prejuízo -cerca de R$ 18 bilhões em pouco mais de dois anos- é repassado ao Tesouro Nacional.
Nos jornais, sob aplausos dos defensores da responsabilidade fiscal, os dirigentes do BC criticam o aumento dos gastos públicos e solicitam um superávit primário maior. Precisam de mais recursos, retirados da sociedade, para cobrir as bondades que fazem à turma da especulação.
Se presidentes de bancos centrais dos Estados Unidos ou da Europa, formalmente independentes, agissem assim, sairiam algemados dos seus escritórios, no mínimo, por gestão temerária. Aqui, provavelmente, nada acontecerá.
Sabíamos, há muito tempo, que o Banco Central brasileiro está acima dos Poderes da República. Agora sabemos que também está acima da lei. O Ministério Público deveria agir.(...)”
 
(César Benjamim)

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Adelina Braglia às 08:39

Cheirando a jasmim.

Sexta-feira, 08.08.08

 

 

Cortei o cabelo. Comprei sorvete. Na quarta fui feliz. Na terça não sei se serei. Mas há um cheiro de jasmim no ar. Bom sintoma.

 

 

O bem estar de acreditar que faço parte, de novo, de um projeto coletivo trouxe de volta a poesia e a música, que estavam quase mudas na minha cabeça, ainda que em meio aos textos de campanha ...rsrsrs...
 
A caixa acústica da cabeça, anteontem, ontem e hoje, voltou a funcionar: Renato Braz, Arrigo Barnabé, Maysa e até o Oswaldo Montenegro, caramba! Todos cantarolaram aqui sem me perturbar.
 
Obriguei-me hoje por dever de ofício a ouvir os noticiários pela manhã.  Todos. Mas, não li nenhum jornal. Não queria as letrinhas do papel impresso tropeçando nas letras do poema não impresso que acordou comigo, onde Cacaso escreveu:


 ”... A parte perguntou para a parte qual delas
é menos parte da parte que se descarta.
Pois pasmem: a parte respondeu para a parte
que a parte que é mais — ou menos — parte
é aquela que se reparte.”
 
 
E, completando Cacaso, vem a Margareth, a moça que  acata - o que não quer dizer que aceite...rsrsrs... -  que eu me reparta em bandas.....  
Beijo.
 
 
Da parte
Se na parte que se reparte
sou uma parte deste peito que se re parte...
aconchego meio-quebra
meio-cabeça a minha a / parte
neste mosaico paisagem...
e que seja o mar
e que seja o sol
e que seja o sereno na flor
e que esta flor seja o jasmim
neste peito aberto em partes ...
mas que não nos falte outros odores e cores deste universo com e sem dores

 

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Pra mim.

Quinta-feira, 07.08.08

 

 

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Adelina Braglia às 02:27

Aquarelas do Brasil, take 2.

Quinta-feira, 07.08.08

 

Supremo libera candidaturas sujas e mal lavadas.

 

 

 

" O STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou nesta quarta-feira por 9 votos a 2 a ação da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) para proibir candidatos com "ficha suja" de concorrer nas eleições. Na ação, a AMB pedia que condenados pela Justiça em qualquer instância --mesmo que os processos não tenham sido julgados em definitivo-- pudessem se tornar inelegíveis. O julgamento durou cerca de sete horas."
 
(Folha de São Paulo on-line)

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Adelina Braglia às 02:06

Aquarelas do Brasil, take 1.

Quarta-feira, 06.08.08

 

 

"Rodízio de vagabundagem (Tutty Vasques).
 
O Congresso já decidiu: vai trabalhar seis dias em agosto e metade disso em setembro.
Peça o mesmo a seu patrão. "

 

 

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