" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

09
Ago 08

"ZÉ OLÍMPIO E OS JOGOS NA AVENIDA

Zé Olímpio, o atleta aqui do Lote, campeão de lançamento de livros, levantamento de cálices e copas, já de saída pro “Convenção de Genebra”, onde exerce seu mister, me provoca:

- E aí Chefia? Viu a abertura dos Jogos? Parecia até a Marquês de Sapucaí! E que bateria, hein!? Só faltou samba.

Não me fazendo de rogado, eu repico:

- Na Sapucaí também, meu caro Zé Olímpio! Tá faltando. E qualquer dia vai ser só aquilo mesmo da abertura dos jogos. Só efeitos, só ilusão...

Nisto, chega o Imeio (um pivetinho de menos de 1m. de altura, mas rápido como um velox) trazendo uma mensagem do carnavalesco Milton Cunha, meu chapa, que prepara o enredo pra Viradouro. Imeio vai, Imeio vem, eu junto pé com cabeça, misturo China com Olimpíadas e resolvo elaborar a sinopse de um outro enredo que ficou assim, vejam só!

“PRESENÇA AFRICANA NA CHINA MILENAR.

“A pre­sen­ça ne­gro-afri­ca­na na China vem de tem­pos ime­mo­riais. A mi­to­lo­gia chi­ne­sa men­cio­na um po­vo ori­gi­nal, de na­riz lar­go e cha­to e ca­be­los en­ca­ra­pi­nha­dos, cha­ma­do Ainu. Essa pa­la­vra, cu­jo sig­ni­fi­ca­do é “ser hu­ma­no”, te­ria se ori­gi­na­do no Egito, e de lá se dis­se­mi­na­do atra­vés da Meso­po­tâmia, da Pérsia e da Í­ndia, on­de ga­nhou a acep­ção de “ne­gro”. Os Ainus, ca­rac­te­ri­za­dos co­mo ­anãos, apa­re­cem em to­da a his­tó­ria chi­ne­sa, co­mo, por exem­plo, na di­nas­tia de Fu-Hsi (2953-2838 a.C.). Tido co­mo ne­gro e de ca­be­lo la­nu­do, es­se rei foi o res­pon­sá­vel pe­la cria­ção das ins­ti­tui­ções po­lí­ti­cas, so­ciais e re­li­gio­sas, bem co­mo da es­cri­ta, que ­iriam per­du­rar até nos­sos ­dias. Foi su­ce­di­do por Shen-Nung (2838-2806 a.C.), ao ­qual se atri­bui a in­tro­du­ção da agri­cul­tu­ra no ­país, tam­bém per­ten­cia ao po­vo ai­nu (cf. Elisa Larkin Nascimento, “As civilizações africanas no mundo antigo”. In “Sankofa. Resgate da cultura afro-brasileira, vol. I. Seafro. Gov. Estado RJ, 1994, págs. 49-74 ). No ano 614 D.C, em­bai­xa­do­res de Java pre­sen­tea­ram o im­pe­ra­dor da China com ­dois es­cra­vos pro­ve­nien­tes de Zanzibar. Por vol­ta de 1119, se­gun­do Alberto Costa e Silva, a maio­ria das pes­soas abas­ta­das de Cantão pos­suía es­cra­vos ne­gros, oriun­dos da Áfri­ca ín­di­ca, os ­quais, ape­sar de for­tes, em­pre­ga­dos em ­obras sub­ma­ri­nas de re­pa­ros na­vais, mor­riam fa­cil­men­te, em ge­ral de diar­réia, por es­tra­nha­rem a ali­men­ta­cão [Fonte: Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana, 2004”.

Dia seguinte, terminada a sinopse, dei-a pro Zé Olímpio ler e opinar. Mas ele olhou, olhou, pensou e, aí, deu o parecer conclusivo, já tirando o time de campo:

- Acho que não dá, não, Chefia! O senhor viu a delegação do Brasil, na abertura? Parecia a da Suécia! De pretinho mesmo, parece que só tinha o pessoal do futebol e do atletismo. Mas a televisão não mostrou. E se a televisão não dá, o enredo não tem credibilidade. Vou nessa! Fui! Feliz Dia dos Pais!"

 

O lote do Nei está no link aí à esquerda.

 

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 13:23

 

“(...)  Como não é minha especialidade? Sou, antes de mais nada, um economista político, na antiga tradição de Adam Smith, David Ricardo,  Karl Marx, Keynes, Galbraith, Maria da Conceição Tavares. A blindagem de Meirelles foi simplesmente uma tentativa de protegê-lo de processos vindos do povo. Contudo, diante dos fatos relatados, a única blindagem que ele pode ter agora é pegar o avião e se mandar para Boston. Depois a gente manda trazê-lo de volta, com ordem do Supremo, como acaba de acontecer com Cacciola.(...)”
 (José Carlos de Assis)
 
 
“(...) Recapitulemos: o BC propõe uma aposta viciada, em que ele mesmo pode manipular as variáveis decisivas.
Os especuladores aceitam. E o BC perde a aposta! Joga porque quer -pois isso nada tem a ver com política monetária- e perde porque quer.
O prejuízo -cerca de R$ 18 bilhões em pouco mais de dois anos- é repassado ao Tesouro Nacional.
Nos jornais, sob aplausos dos defensores da responsabilidade fiscal, os dirigentes do BC criticam o aumento dos gastos públicos e solicitam um superávit primário maior. Precisam de mais recursos, retirados da sociedade, para cobrir as bondades que fazem à turma da especulação.
Se presidentes de bancos centrais dos Estados Unidos ou da Europa, formalmente independentes, agissem assim, sairiam algemados dos seus escritórios, no mínimo, por gestão temerária. Aqui, provavelmente, nada acontecerá.
Sabíamos, há muito tempo, que o Banco Central brasileiro está acima dos Poderes da República. Agora sabemos que também está acima da lei. O Ministério Público deveria agir.(...)”
 
(César Benjamim)
publicado por Adelina Braglia às 08:39

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