" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

08
Ago 08

 

 

Cortei o cabelo. Comprei sorvete. Na quarta fui feliz. Na terça não sei se serei. Mas há um cheiro de jasmim no ar. Bom sintoma.

 

 

O bem estar de acreditar que faço parte, de novo, de um projeto coletivo trouxe de volta a poesia e a música, que estavam quase mudas na minha cabeça, ainda que em meio aos textos de campanha ...rsrsrs...
 
A caixa acústica da cabeça, anteontem, ontem e hoje, voltou a funcionar: Renato Braz, Arrigo Barnabé, Maysa e até o Oswaldo Montenegro, caramba! Todos cantarolaram aqui sem me perturbar.
 
Obriguei-me hoje por dever de ofício a ouvir os noticiários pela manhã.  Todos. Mas, não li nenhum jornal. Não queria as letrinhas do papel impresso tropeçando nas letras do poema não impresso que acordou comigo, onde Cacaso escreveu:


 ”... A parte perguntou para a parte qual delas
é menos parte da parte que se descarta.
Pois pasmem: a parte respondeu para a parte
que a parte que é mais — ou menos — parte
é aquela que se reparte.”
 
 
E, completando Cacaso, vem a Margareth, a moça que  acata - o que não quer dizer que aceite...rsrsrs... -  que eu me reparta em bandas.....  
Beijo.
 
 
Da parte
Se na parte que se reparte
sou uma parte deste peito que se re parte...
aconchego meio-quebra
meio-cabeça a minha a / parte
neste mosaico paisagem...
e que seja o mar
e que seja o sol
e que seja o sereno na flor
e que esta flor seja o jasmim
neste peito aberto em partes ...
mas que não nos falte outros odores e cores deste universo com e sem dores

 

publicado por Adelina Braglia às 21:11

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