" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

24
Set 07

 

 

 

 

Uma história gira pela Internet e conta que  a rivalidade entre Jose Carreras e Plácido Domingo foi relevada num momento de extrema generosidade de Plácido, quando criou um instituto de pesquisas para salvar a vida de Carreras e justificou este gesto com a frase: ""Uma voz como aquela não podia perder-se".  Não sei se a história é verdadeira, mas serviu hoje de mote para esta nobre campanha que proponho aqui.
 
 
SALVEM O REMO! DEMITAM RAIMUNDO RIBEIRO!
 
 
Acalmem-se: o Remo não joga  tão bonito quanto cantam os tenores...rsrsrs....
 
 
Mas, hoje, ao assistir uma entrevista do presidente do Clube, imediatamente lembrei da história e lanço aqui minha campanha contra uma figura que, certamente, levará o Remo à morte.
 
 
Afinal,  o futebol paraense não teria muita graça para nós sem o Remo pra ser derrotado!
 
Axé, Payssandu!
 
 

publicado por Adelina Braglia às 07:11

 

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.


Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,

enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?


Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.


Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

 

 

(A um ausente - Carlos Drummond de Andrade)

(*) três ausentes que aparentemente nada tinham em comum: meu pai, José Almeida e Gabriel Pimenta.

 

publicado por Adelina Braglia às 06:24

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