" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

09
Ago 07

 

Nosso Ministro da “Defesa” determinou que a ANAC  fiscalize o espaço entre as cadeiras dos aviões. Nos últimos anos, esse espaço entre as cadeiras nos vôos domésticos diminuiu tanto que pessoas como eu, com 1,76m de altura, viajam com o joelho na boca. Acho bom, muito bom que o Ministro da “Defesa” preocupe-se com o conforto dos que andam de avião.  Mas, temo que o governo não tenha é um plano de vôo.
  
Sabendo que o Ministro da "Defesa"  tem sob sua coordenação a Marinha, o Exército, a Aeronáutica, a Política Nacional da Indústria da Defesa, entre outras coisinhas menos ou mais relevantes, suponho que anunciar essa providência seja apenas um lance midiático para corresponder à comoção nacional ainda no ar, em função do trágico acidente.
  
Uma sugestão, Ministro: apenas mande a ANAC verificar a legislação  para saber se os banquinhos da TAM e da GOL estão na medida certa. Se estiverem, peça desculpas e saia de fininho. Se não estiverem, multe-os. É só isso.
  
E pronto, vá cuidar do seu serviço, mesmo que esse seu ar de Rodolfo Valentino tropical seja tão agradável para a mídia.
 
 
 
PS: e aproveite um papinho de fim de tarde, na esplanada dos Ministérios, com seus colegas da Saúde e da Educação e mande verificar, além do espaço das salas de aula ou das enfermarias dos hospitais públicos, se neles existem professores e carteiras suficientes, merenda escolar  e água nos banheiros e se há médicos, enfermeiras e remédios nos postos de saúde.
 
 
publicado por Adelina Braglia às 08:21

 

 

 

Ed Ferreira/AE

 

Antonio Carlos Magalhães durante sessão solene em homenagem a ACM.
publicado por Adelina Braglia às 07:45

06
Ago 07

 

 

Eu não quero verdades ou conselhos.
Os que sabem a verdade, o caminho e a luz,
salvo raríssimas exceções,
me massacram com a sua sabedoria.
Os que aconselham, o fazem com ar piedoso,
como se estivessem permanentemente penalizados com a nossa estupidez.
Ou têm um olhar dúbio,
tipo rico-entediado-em-coquetel-chatíssimo.
E acrescentem-se aqui as tais exceções.
 
 
Quando as verdades e os conselhos me aborrecem
lembro imediatamente do Raulzito:
“...eu prefiro ser essa metamorfose ambulante,
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...”
E do Livro das ignorãnças, do Manoel de Barros:
"Desaprender oito horas por dia ensina os princípios."
 
 
 
publicado por Adelina Braglia às 21:22

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.

(Rosa de Hiroshima - Vinícius de Moraes)

publicado por Adelina Braglia às 10:31

04
Ago 07

 

 

"(...) Mais uma vez Lula transferiu a responsabilidade pelos problemas aos subordinados, como se nenhum deles, quando comete erro grave, cumpre suas ordens, sempre norteadas pelo primado da exação. O presidente é um chefe que esconde a mão quando a pedra atirada quebra a vidraça. Em seu governo não há cadeia de comando. Logo, o comandante é um bufão, um fantoche.

 

 

Lula também não tem qualquer compromisso com a fidelidade aos fatos. A história jamais se consolida em sua boca. Ele a reelabora tantas vezes quantas forem necessárias e conforme os enredos mais disparatados, desde que se preserve sempre, como o líder perfeito, impoluto, imaculado. É incapaz de admitir o erro pessoal. As imperfeições são sempre abstratas; os maus feitos, de terceiros.

 

 

O grande guia segue em frente como se tivesse diante de si apenas o espelho. Um Narciso de origem humilde e nobres predicados, mas um Narciso. Para ele, tudo que não é espelho vira detalhe. Nós, inclusive. "

 

 

 

 

Lucio Flávio Pinto,  comentando o desempenho do então candidato à reeleição em entrevista concedida ao Jornal Nacional.

 

Jornal Pessoal,  agosto de 2006.

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 09:47

03
Ago 07

 

 

Setor aéreo é ''cachorro que tem muitos donos'', afirma Lula 

Presidente diz que não sabia da crise aérea, repetindo o argumento usado durante o escândalo do mensalão

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20070803/not_imp28905,0.php

 

 

Presidente:

solicito sua autorização para passar a usar sua justifictiva  - eu não sabia - se alguma vez, por interesses circunstanciais, tipo alianças espúrias, eu precisar me isentar das minhas responsabilidades de gestão, coordenação e mando, bem menores que as suas, reconheço.

Quando à profunda análise das causas - o cachorro sem dono - não pretendo solicitar partilha.

Saudações.

PS: por favor, determine ao seu assessor de comunicação e aos seus ministros que não reinterpretem o que o senhor disse.

O problema é a frase, Presidente, a frase que foi mesmo dita e que seus intérpretes consideram pura expontaneidade, sinceridade ou transparência de desejos e atos. E chamam aos que criticam seu jeito "simples de ser"  de preconceituosos. Não é o meu caso, posso garantir ao Senhor.

PS 2: desculpe o PS maior do que o texto.

 

publicado por Adelina Braglia às 08:22

02
Ago 07

 

 

 

As bochechas da mãe e o ar solene de quem merece o nome: Luiza
 
 
 
 
"...como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores,
revelando então os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar...Luiza..."
 
 
(Tom Jobim)
 

 

publicado por Adelina Braglia às 08:17

01
Ago 07

 

 

" Eu sugiro que aproveitemos a onda do "Cansei" para cada um dizer do que cansou. Eu, por exemplo, cansei de o Brasil ser o país do capitalismo de conveniência. O capitalismo de conveniência é uma modalidade verde-amarela do modo de produção capitalista em que o empresário escolhe do capitalismo apenas o que lhe convém, deixando o resto sob a responsabilidade do estado. Enquanto xinga o estado por ser supostamente ineficiente."

Alon Feuerwerker (http://blogdoalon.blogspot.com/)

 

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 01:12

 

 

 

Mi táctica es
mirarte
aprender como sos
quererte como sos

mi táctica es
hablarte
y escucharte
construir con palabras
un puente indestructible

mi táctica es
quedarme en tu recuerdo
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
pero quedarme en vos

 

  

mi táctica es
ser franco
y saber que sos franca
y que no nos vendamos
simulacros
para que entre los dos
no haya telón
ni abismos 

 
mi estrategia es
en cambio
más profunda y más
simple
mi estrategia es
que un día cualquiera
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
por fin me necesites

 

 

(Táctica y estrategia - Mário Benedetti)

 

publicado por Adelina Braglia às 00:41

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