" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

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Jul 07

 

Dados gerais:
 
 
Mulheres casadas são hoje as maiores vítimas da contaminação pela AIDS.
 
 Dos jovens brasileiros entre 15 e 24 anos, 27% não estuda nem trabalha. E representam 49% do total de desempregados no Brasil, o que indica, pela metodologia da pesquisa, que têm procurado emprego.
 
 
As mulheres negras têm menos consultas pré-natal do que as mulheres brancas.
 
 
 
Informações "específicas":
 
 
Homens e mulheres encontram-se em galpões, contratados por um”organizador” da luta  e, sem regras, dois a cada vez espancam-se com o estímulo da torcida até que um caia não aguente mais. Murros em todas as partes do corpo, socos na cabeça. É a rinha de galo com seres humanos, uma inovação nem tão criativa, pois antes da rinha já havia o circo romano.
O prêmio para o vencedor é de R$ 300,00 e os “convidados” são avisados boca-a-boca.
 
Jovens de classe média – não são vítimas das causas sociais da fome, da miséria e da falta de oportunidades – espancam uma moça indefesa. A desculpa? Pensaram que ela fosse uma prostituta! E se fosse? Estaria "aliviada" a agressão?
 
O senador Renan Canalha se segura na cadeira da presidência do Senado e com o beneplácito de vários dos seus pares arrota frases grandiloquentes, ventríloquo da república infame, filha da ditadura que deformou corpos e mentes.
 
Um homem doente, enfartado, morre na frente das câmeras da TV por omissão de socorro, em Belém. Estava numa unidade pública de saúde na capital do estado!
 
 
Ouço Ellis, sem fone de ouvido:
 
 
 
Perdoem a cara amarrada, perdoem a falta de abraço,
perdoem a falta de espaço,
os dias eram assim...

Perdoem por tantos perigos, perdoem a falta de abrigo,
perdoem a falta de amigos,
os dias eram assim...

Perdoem a falta de folhas, perdoem a falta de ar
perdoem a falta de escolha,
os dias eram assim...

E quando passarem a limpo, e quando cortarem os laços,
e quando soltarem os cintos,
façam a festa por mim...

E quando lavarem a mágoa, e quando lavarem a alma
e quando lavarem a água,
lavem os olhos por mim...

Quando brotarem as flores, quando crescerem as matas,
quando colherem os frutos,
digam o gosto pra mim...

Digam o gosto pra mim...
 
 
(Aos nossos filhos – Ivan Lins e Vitor Martins)
 
 
publicado por Adelina Braglia às 08:35

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