" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

08
Mai 07

 

Não há mal estar maior do que o que é alimentado pela falta de boas expectativas,ainda que se busque as boas novas no planeta – e no Planalto Central do país.

 

A leitura do jornal quase apavora: Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprova a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, sendo que o Presidente da CCJ é ACM. Ele mesmo.

 

O PAC, colcha de retalhos de compromissos orçamentários jamais cumpridos, neste e nos governos anteriores, está devidamente emPACado.

 

Como a imprensa anda fuçando o que foi feito em 100 dias, o Governo anuncia que vai garantir a desoneração tributária das obras porque, na verdade, é preciso garantir os investimentos privados, via PPPs.

 

Ah!!!!

 

 E o Ministro Mantega informa também que o “comércio varejista cresce a taxas chinesas!!!” Então tá.

 

Mas, tem mais. Agora as obras têm carimbos. Segundo a Ministra da Casa Civil:

“...o governo optou por um "viés conservador" e com "maior rigor possível" na classificação do andamento das obras do programa. No balanço, 61 obras foram classificadas com o carimbo verde - de adequado - 39 receberam o carimbo amarelo - de atenção - e 7 obras estão com carimbo vermelho - indicativo de uma situação preocupante.”

Carimbos. Verde. Amarelo. Vermelho.Parece aulinha de trânsito de escola maternal. Pare, olhe, pense. Tem mais:

 

“Ao comentar as obras da BR-163, que liga Mato Grosso ao Pará, classificada com o carimbo amarelo, Dilma disse que o "problema fundamental" no cronograma da obra é a necessidade de autorização para se utilizar rochas do parque nacional Jamaxim.

Ela explicou que o custo da obra vai encarecer muito se for preciso buscar rocha em outras regiões e, novamente, evitou falar da resistência de setores do meio ambiente.”

 

Tão trivial a Ministra.

E aqui no Pará, na capital do estado, um crime bárbaro acabou expondo a agiotagem como atividade legalíssima. Nenhum espanto, nenhuma manifestação da Imprensa, ou da Polícia Federal ou da Polícia do estado sobre o assunto. Os juros cobrados pelos assassinados variava de 3,5% a 8%, dependendo da entrevista, do jornal ou do dia em que a entrevista se realizou.

Não. Não sou pessimista.

publicado por Adelina Braglia às 00:46

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