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Roubando poesia.

Terça-feira, 10.04.07

 

“ (...) Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô(...)”

 

diz Adélia Prado num dos seus poemas

 

-          Com licença poética

 

e me deu vontade de pedir a ela licença poética

pra dizer que a minha tristeza tem pedigree,

porque é uma tristeza tecida em sonhos que eu pensava serem coletivos,

mas que eram mais meus do que dos outros.

A tristeza da perda pessoal

não durava muito tempo.

A vida cobrava reação e eu sempre a ouvia,

atenta e pronta pra cumprir minha sina,

de saber, como ela escreve, que

 

“mulher é desdobrável”.

 

Mas eu quero dizer que,

ao contrário dela,

não estou conseguindo aceitar

 

“os subterfúgios que me cabem”,

 

e que esta dor está quase com gosto de amargura

e que isso me assusta,

a mim, que nunca fui tolerante com as pessoas amargas ou ácidas,

e sempre me quis doce e suave,

sem que isso fosse indício de fraqueza ou de “fragilidade”.

 

E quanto a minha vontade de alegria,

eu concordo que a minha também ia “ ao  meu mil avô”,

ou melhor, não sei se ao mil,

mas ao avô materno,

que tinha um jeito sarcástico de enfrentar dificuldades

e trazia a alegria impressa na retina.

 

Mas, concordo de novo com ela

 

“ o que sinto escrevo.”

 

 

 

 

 

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