" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

22
Fev 07

 

No Brasil, “ (...) 27% de jovens brasileiros entre 15 e 25 anos não trabalham nem estudam, por conta de uma política monetária depressiva. São milhões. Alguns se conformam à dependência de pais e parentes, mas se apenas uma pequena proporção deles cai na malha do crime a sociedade inteira está em risco (...)”

“ (...) A criminalidade é produto direto das condições sociais da população. E as condições sociais são decorrência direta da economia política a que temos sido submetidos. Diante das tragédias recorrentes, é comum ouvir as pessoas dizerem que não podemos esperar pela solução da crise social, e que algo urgente tem que ser feito no plano do combate direto à criminalidade. Aliás, essa é a linguagem da classe dominante, a quem interessa manter o status quo econômico, sobretudo as políticas de restrição monetária e fiscal por trás dos altos índices de desemprego e subemprego.
Alguns “especialistas” alegam que o problema criminal é de impunidade. Outros, que denota uma indiferença dos governantes, que agiriam de forma diferente caso as tragédias envolvessem seus filhos. É um raciocínio ingênuo e superficial. Os criminosos de nossas metrópoles estão sujeitos a regras punitivas muito rigorosas. De fato, a maioria deles morre antes dos 25 anos, em confrontos com a polícia ou com outros bandidos. Para estes, já vigora plenamente no país a pena de morte. Por outro lado, as condições carcerárias, quando caem presos, são simplesmente brutalizadoras (...)”

http://www.desempregozero.org.br/editoriais/helio_central.php


A maioria dos jovens brasileiros nasce condenada à pena de morte em vida: morrem de AIDS, morrem em confrontos com traficantes, gangs e policiais, não sei se nesta ordem.
Pretendem agora, com a redução da maioridade penal, tolher-lhes mais ainda a vida.
Leia o texto abaixo e participe:



" A Casa da Juventude demonstra sua posição contrária à redução da maioridade penal, através de uma carta redigida pelo diretor da instituição, Pe. Geraldo Marcos Labarrère Nascimento, e enviada ao Senador Demóstenes Torres, relator da PEC que analisa a Emenda Constitucional de Redução da Maioridade Penal.
Enviamos o documento e pedimos o apoio das instituições para encaminhá-lo ao Senador Demóstenes Torres ( demostenes.torres@senador.gov.br ), e divulgá-lo para toda a sociedade. Toda e qualquer tipo de manifestação no sentido de ampliar a discussão e se manifestar contra a redução da maioridade penal é bem vinda. Essa causa precisa da participação e empenho urgente de todos/as nós."

Leia a carta: http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=26401

 




publicado por Adelina Braglia às 14:57

 

Livrai-me São Benedito e Santo Ambrósio
daqueles que embrulham argumentos com papel rosa
e escondem no pacote a verde bílis da humanidade.


Livrai-me São Benedito e Santo Ambrósio
dos que se utilizam das palavras arrebanhadas fora de contextos
que, se somadas àquelas de um contexto espúrio,
parecem defender uma boa causa!


Livrai-me São Benedito e Santo Ambrósio
dos bem intencionados sem informações,
e dos tolos e dos crédulos bem informados porque o são por ser mais cômodo.


Livrai-me São Benedito e Santo Ambrósio
dos fascistas de “boas” causas,
dos nazistas de causas “boas”,
dos “patriotas” sem causa.


Livrai-me São Benedito e Santo Ambrósio
da minha impaciência para o florescer do ódio sob todas as suas formas,
e dêem-me a tolerância necessária para combate-lo,
por mais disfarçadas que sejam as embalagens que o guardam.

 


(*) a propósito da Carta Aberta do Forum Mestiço (http://geocities.com/fusaoracial/carta_a_cnbb.htm)

 

 


publicado por Adelina Braglia às 12:10

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