" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

10
Jan 07

 

" Pode não significar nada, ou pode significar muita coisa. Nos últimos 20 dias, o governo federal empenhou R$ 34,4 milhões em emendas de parlamentares do PSDB e do PFL, fato não muito comum. O valor empenhado (compromissado para posterior pagamento) para os dois partidos corresponde a 36,5% do valor global empenhado, no que diz respeito às emendas individuais*. Tal fato pode confirmar os rumores que chegaram ao conhecimento do presidente da Câmara, Aldo Rabelo, no sentido de que o governo estaria, ao liberar emendas, favorecendo a candidatura de Arlindo Chinaglia, conquistando parlamentares até da oposição."

(http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=1594)

 
A notícia acima não traz nada de novo nos 506 anos de política no Brasil.
Reconheço as pequenas mudanças na política brasileira. Estas mudanças, tão desesperadamente lentas, não têm que corresponder às minhas expectativas, isto também eu reconheço.
Elas irão alterar, através do fortalecimento das organizações populares e pela  atuação de alguns organismos de fiscalização e controle da sociedade civil, este quadro recorrente e danoso da partilha do país entre bandos e bandas.
Mas hoje, a única coisa que me ficou, depois de ler a notícia, foi um profundo desalento, fruto talvez da minha presunção e arrogância, e a voz de Ivan Lins, na canção em parceria com Vitor Martins:
 
Perdoem a cara amarrada,
perdoem a falta de abraço,
perdoem a falta de espaço,
os dias eram assim...

Perdoem por tantos perigos,
perdoem a falta de abrigo,
perdoem a falta de amigos,
os dias eram assim...

Perdoem a falta de folhas,
perdoem a falta de ar
perdoem a falta de escolha,
os dias eram assim...

E quando passarem a limpo,
e quando cortarem os laços,
e quando soltarem os cintos,
façam a festa por mim...

E quando lavarem a mágoa,
e quando lavarem a alma
e quando lavarem a água,
lavem os olhos por mim...

Quando brotarem as flores,
quando crescerem as matas,
quando colherem os frutos,
digam o gosto pra mim...

Digam o gosto pra mim...
 
 
(Aos nossos filhos)
 
publicado por Adelina Braglia às 12:58

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