" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

04
Mai 06

biabia.JPG


Imaginando que iria "abafar" contei para Bia as origens do seu nome.

Primeiro, falei sobre Beatriz, minha amada amiga. Depois, Betrice e Dante, com seus infernos e paraísos. Por fim - e aí já estava eu achando que Bia ia vibrar! - contei sobre a música. Coloquei Beatriz (Chico e Edú) pra tocar.

Bia ouviu atentamente. Ao término da canção disse: "Não gostei, vó!". Levantou-se e desceu as escadas, para continuar sua vida. E eu fiquei aqui, merecidamente, abaixando minha bolinha e curtindo a ressaca da minha presunção colocada no seu devido lugar!

Boa, essa, Bia! Vou tentar não esquecer. Beijo.

publicado por Adelina Braglia às 08:31

03
Mai 06

 As  coisas  têm  peso,

massa,

volume,

tamanho,

tempo,

forma,

cor,

posição,

textura,

duração,

densidade,

cheiro,

valor,

consistência,

profundidade,

contorno,

temperatura,

função,

aprência,

preço,

destino,

idade,

sentido.

As coisas não têm paz.


( as coisas - Arnaldo Antunes)

publicado por Adelina Braglia às 08:15

02
Mai 06

(...) "Da mesma forma, observa-se que os atuais detentores de riqueza são cada vez menos descendentes de atividades produtivas lícitas, decorrentes da inevitável e aceitável evolução do trabalho empreendedor. A sorte deles é que o país deixou -lamentavelmente- de exigir a comprovação de suas capacidades meritórias, pois os ricaços de hoje dificilmente teriam o mesmo sucesso na vida não fosse a corrosão do caráter do homem público em meio ao avanço do submundo privado e da especulação financeira com o dinheiro público.

É no labirinto do submundo das fortunas ilícitas que parcela do meio empresarial se transforma em um covil diabólico, com saques às instituições, fraudes aos mercados e pilhagem nos negócios legítimos via o chamado "caixa dois". Numa sociedade selvática, os negócios legais são usados como "fachadas" que encobrem transações ilícitas, adulteram preços, medidas e produtos. Também gera propaganda enganosa e apropriação indébita a fim de fraudar impostos e condições isonômicas de competição, o que redireciona o código de ética para o dinheiro e o enriquecimento individual e imediato.

É por isso que há dificuldades para localizar nos ricos de hoje algum sentimento de missão com o qual o país possa se identificar. A ganância pelo dinheiro os torna cada vez mais alienados, pois tudo o que possuem tende a se resumir ao dinheiro ou a sua incessante busca, salvo poucos casos especiais. Nesse sentido, não há como produzir um projeto de país capaz de possibilitar a inclusão do conjunto do povo frente ao atual padrão de enriquecimento com origem na especulação financeira, nas heranças patrimoniais e no submundo privado. Inversamente à concentração da riqueza, permanece intacto o déficit nos serviços públicos indispensáveis à vida civilizada." (...)

"Na toada desse modelo econômico comprometido com as altas finanças e distante de uma reforma tributária que atue progressivamente sobre os ricos, prossegue intocável o processo de enriquecimento improdutivo. Simultaneamente, também deve continuar a decadência socioeconômica nacional.

Alguns até poderão alegar que a situação atual não é de decadência ou, mesmo em sendo, teria brevidade. É claro que, se consideradas as sete décadas que constituíram o mais longo período de decadência nacional -verificado entre o final do ciclo do ouro, no século 18, e a ascensão da economia cafeeira, no século 19-, o lapso de tempo atual, que já dura um quarto de século, pode ser menor. Há sempre otimistas para tudo no Brasil."

Marcio Pochmann, 43, economista, é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Foi secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo (gestão Marta Suplicy). http://www.outrobrasil.net/

publicado por Adelina Braglia às 22:28

luadecameta.JPG


Em 1949, às 10:02 horas do dia 26 de junho, começou a fase da lua nova e durou até eu nascer.

A única constatação é que passear pela rede nada tem de tão moderno: lembra a leitura dos antigos almanaques que traziam informações inúteis para vários gostos! Mas, gostei de saber que nasci na lua nova e aí segui esse fio da meada até lembrar e "roubar" a linda letra de Edú Lobo e Torquato Neto para colocá-la logo ali.

Hoje também é lua nova. Há em mim muita vontade de abrir as portas e as janelas, e renascer.

É lua nova, é noite derradeira
vou passar a vida inteira esperando por você
Andei perdido nas veredas da saudade,
veio o dia, veio a tarde, veio a noite e me cobriu.
É lua nova, nessa noite derradeira
vou me embora dentro dela perguntar por quem te viu.
É lua nova, é noite derradeira
vou passar a vida inteira esperando por você.
Essa noite é que é meu dia,
 essa lua é quem me guia, e você é o meu amor.
Vou pela estrada tão comprida, quem me diz não ser perdida essa viagem que eu vou.
É lua nova, é noite derradeira
vou passar a vida inteira esperando por você.

publicado por Adelina Braglia às 11:39

01
Mai 06
Viva o Primeiro de Maio!



Para nós tinha que ser a Fafá de BELÉM cantando em LISBOA (na zona de Belém, junto ao Tejo rsrsrs) um vermelhãozão! Abraço grande!
Samartaime
publicado por Adelina Braglia às 11:57

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