" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

12
Mai 06
abdias.jpg 

"Exposição comemora 90 anos de Abdias Nascimento

Começa em Brasília, nesta semana da resistência da cultura negra, em que se comemora o Dia Nacional da Luta contra o Racismo (13 de maio), a exposição em homenagem a este ícone do movimento social afro-brasileiro.

Na semana da resistência da cultura negra, em que se comemora o Dia Nacional da Luta contra o Racismo (13 de maio), a exposição “Abdias Nascimento 90 Anos – Memória Viva”, que esteve em cartaz no Rio de Janeiro com tanto sucesso que acabou tendo duas prorrogações, chega finalmente a Brasília, com abertura oficial marcada para esta quarta-feira, dia 10 de maio, a partir das 19h, na Galeria Athos Bulcão, no anexo do Teatro Nacional, em Brasília.

A história de Abdias Nascimento, político, artista plástico, poeta e escritor, confunde-se com as raízes do movimento negro no país e no mundo. Ele, que já completou 92 anos em 14 de março passado, foi o líder político que formou a primeira geração de atores e atrizes dramáticos negros do teatro brasileiro. Dramaturgo, escritor, artista plástico, ativista político, professor emérito da Universidade do Estado de Nova York, ex-deputado federal, senador, secretário de Estado do Governo do Rio de Janeiro, criador do Teatro Experimental do Negro e do Museu de Arte Negra, pioneiro na formulação de políticas de igualdade racial e ação afirmativa: eis alguns dos atributos do mais longevo líder negro, do Século XX." (...)

http://cartamaior.uol.com.br/templates/index.cfm?alterarHomeAtual=1

publicado por Adelina Braglia às 01:27

Eu quero uma licença de dormir,

perdão pra descansar horas a fio,

sem ao menos sonhar a leve palha de um pequeno sonho.

Quero o que antes da vida

foi o sono profundo das espécies,

a graça de um estado.

Semente.

Muito mais que raízes.

(Exausto - Bagagem, Adélia Prado)

publicado por Adelina Braglia às 01:03

11
Mai 06
campanharacismo02.jpg (www.criola.org.br)
publicado por Adelina Braglia às 09:02


"Não vi, não lembro, não sei, não isso, não aquilo.


silvinholanroveruol.jpg


Sérgio Lima/Folha Imagem


Efraim Morais (PFL-PB), presidente da CPI dos Bingos, acaba de encerrar a inquirição de Silvio Pereira. O ex-secretário-geral do PT, que chegara à comissão macambúzio, foi se animando ao longo da sessão.


 Medicado, Silvinho chegou mesmo a exibir laivos de loquacidade. No essencial, porém, manteve-se dentro do script. "Não li", "não lembro", "não sei", "não estava em meu estado normal", não isso, não aquilo. De não em não, não pronunciou uma vírgula que possa ser usada contra Lula, o governo e o PT. 


Nesta quinta-feira, Silvinho será interrogado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. A menos que o ex-dirigente petista seja acometido de um surto de “perturbação” semelhante ao que teve diante da repórter Soraya Aggege, parece improvável que ele venha a repetir as acusações que fez." (http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/)



Há poucos dias comentei no blog do Santos Passos (aí ao lado) que eu não acreditava que a camarilha fosse negociar com Silvinho Land-rover o seu silêncio, após as declarações  barulhentas que ele deu na semana passada.


Errei, SP. Redondamente. Faltou-me clareza política ou sobrou-me otimismo conjuntural, o que dá na mesma praia: erro grosseiro de avaliação!


Abraço. 

publicado por Adelina Braglia às 08:13

10
Mai 06
O meu amor é verde como as uvas
- aquelas que a raposa desprezou -
mas, o meu amor é verde, mesmo.
Verde no tempo, verde no tom, verde no tipo.
O meu amor não maturou ou amadureceu, pois que não é fruta.
E se fosse, seria daquelas, agridoces, como as grapefruits.
O meu amor amargou,
como o café no qual não se põe açúcar,
nem adoçante rançoso, artificial.
O meu amor não se plantou:
suas raízes aéreas não se prendem na água, nem no chão.
Ele sobrevoa, sobrevoa, sobrevoa,
sobre as nossas cabeças até me deixar
zonza, zonza, zonza,
de tanto tentar acompanhá-lo com o olhar.
publicado por Adelina Braglia às 21:59

08
Mai 06

Um dia animarei


meus sonhos com um sopro


criador.


Um dia moldarei


as palavras e os poemas


só vão tratar de amor.


(Sérgio Mattos - Palavra animada)

publicado por Adelina Braglia às 18:54

Tatituquara.jpg


Aqui, alguns constróem o Brasil.


Aqui, também:


 (...) “ISTOÉ – O sr. concorda com as críticas de que Lula começou errando ao colocar pessoas ditas desqualificadas para cargos vitais?</b>


Suplicy – Eu acho que, por tudo que vi na minha carreira, a idéia do governo e do partido de levantar recursos para beneficiar certos parlamentares e certos partidos foi desnecessária. O presidente Lula poderia ter muito mais confiança em seu poder de persuasão junto à opinião pública e aos parlamentares, para transmitir a cada senador e deputado o seguinte: eu quero que vocês votem de acordo com aquilo que consideram melhor para o País e não porque eu esteja designando pessoas para trabalhar no governo. E muito menos porque vai se pagar algum recurso para o parlamentar, liberando verbas para as emendas e parlamentares. O importante seria persuadir esses parlamentares tanto da base do governo quanto da oposição a votar projetos levando em conta seus méritos e também o poder de persuasão da pessoa que foi eleita pela maioria dos brasileiros.” (...)(http://www.terra.com.br/istoe/)


 (...) “Tenho o direito de cobrar do Partido dos Trabalhadores pelo governo que ele realiza, pela minha condição de militante e de cidadão. E, daqui por diante, exclusivamente pela minha condição de cidadão. Pois muito além do que imagina e pensa a direção partidária, o PT tem que dar satisfações à cidadania, que lhe deu as condições para disputar democraticamente e chegar ao governo. Falta a essa liderança consciência democrática e republicana, enquanto lhe sobram arrogância, prepotência e maneirismos caboclos de péssima fatura. Não me movem nem arrogância protagônica -este belo termo mais castelhano que português- nem propósitos catilinários nem profecias catastróficas nem o desejo de que outros me sigam neste caminho. Cada um dos petistas e cidadãos é independente e único sujeito de suas próprias ações, decisões e opções. Apenas não confio mais nos dirigentes do partido -os que estão no governo e os que permanecem nas instâncias partidárias. Sequer suponho que esse todo seja homogêneo. Muitos dos que estão no governo e permanecem e permanecerão no partido têm o direito de assim procederem e não os transformo em meus inimigos, sequer em adversários. Tenho a certeza de que continuarei a manter fraternais amizades com muitos deles e continuarei a considerá-los membros importantes da esquerda brasileira e lutadores pelas transformações na sociedade brasileira em seu caminho por maior justiça, igualdade social e socialismo. Afasto-me porque não votei nas últimas eleições presidencial e proporcional no Partido dos Trabalhadores, reiterando um voto que se confirma desde 1982, para vê-lo governando com um programa que não foi apresentado aos eleitores. Nem o presidente nem muitos dos que estão nos ministérios nem outros que se elegeram para a Câmara dos Deputados e para o Senado da República pediram meu voto para conduzir uma política econômica desastrosa, uma reforma da Previdência anti-trabalhador e pró-sistema financeiro, uma reforma tributária mofina e oligarquizada, uma campanha de descrédito e desmoralização do funcionalismo público, uma inversão de valores republicanos em benefício do ideal liberal do êxito a qualquer preço -o "triunfo da razão cínica", no dizer de César Benjamin-, uma política de alianças descaracterizadora, uma "caça às bruxas" anacrônica e ressuscitadora das piores práticas stalinistas, um conjunto de políticas que fingem ser sociais quando são apenas funcionalização da pobreza -enfim, para não me alongar mais, um governo que é o terceiro mandato de FHC.” (...) Francisco de Oliveira   (http://www.lpp-uerj.net/outrobrasil/Referencias_Destaque.asp?Id_Sub_Referencia=13)


 (...) “ Quando o Presidente fala, numa menção ligeira, em equilíbrio fiscal, e atribui a isso o “sucesso” de sua política econômica, comete dois equívocos de fundo ideológico, em razão de sua natureza paradoxal. Primeiro, não temos equilíbrio fiscal: temos feito sistematicamente déficit no orçamento nominal – que é o conceito que conta quando se relaciona déficit fiscal e taxa de inflação. Segundo, o déficit fiscal não tem a menor influência na inflação numa situação de alto desemprego. O que conta, nessa situação, é se o déficit é convertido em investimento ou consumo. Não é. É reinvestido no over. Com isso, a política fiscal de Lula, por causa dos altos juros, é fundamentalmente contracionista e desempregadora. Ele não tem nenhuma razão para se vangloriar dessa política. E infelizmente não há ninguém, em nossa institucionalidade, que possa ir à televisão, em horário gratuito, para o contestar!” (...) (http://www.desempregozero.org.br/editoriais/propaganda_enganosa.php)


 

publicado por Adelina Braglia às 08:46

07
Mai 06

Eu evito sempre que posso os encontros comigo. Deles, às vezes tiro proveito. Às vezes, só fica a dor.

Não é da minha natureza - como não é da na tureza do escorpião - ser absolutamente leal a tudo e a todos. Mas sou terrivelmente leal a algumas pessoas e coisas. E essa lealdade é guiada por valores que, vagamente, chamo de princípios.

O problema é que eles, os tais princípios, misturam-se entre coisas e pessoas e percebo-me, de quando em vez, dando a isto o mesmo peso. Acabo julgando, mesmo que tente evitar, pessoas e fatos pelo mesmo critério. E nunca acho que isso é "normal"! Por isso evito os encontros comigo. Deles sobram diálogos surrealistas, inteligentes, talvez - não sou modesta- mas inócuos para as decisões a tomar.

Debato-me entre o que sou e o que gostaria que as pessoas fossem, sem querer admitir que as tais pessoas também gostariam que eu não fosse como sou. E isso acontece também com os tais "valores" a elas atribuídos.

Apego-me aos princípios - hoje apenas uma meia dúzia de três ou quatro - e me agarro a eles como o náufrago à tábua de salvação. E agarrada à tábua imaginária, olho as informações sobre o meu país, buscando retirar do olhar a carga de frustração e dos desejos não realizados. Fantasias, melhor dizendo.

Ouço o irmão, que insiste em que votar no Lula ainda é necessário e não me convenço. Escuto atentamente a propaganda oficial que diz ter o Governo Lula repassado a bolsa família a não sei quantos milhões de pessoas e não posso deixar de lembrar que desde o sofrível  governo FHC essa "benemérita" ação de governo já vinha se efetivando, embora com outros nomes. E nem lá nem cá, os indicadores de pobreza do Brasil melhoraram.

Paro de conversar comigo e vou à música! Meu dedo bate, num ato falho, na Canción por la unidad latinoamericana (Pablo Milanes e Chico Buarque) Caramba! "... a história é um carro alegre, cheio de um povo contente, que atropela indiferente, todo aquele que a nega, ô..ô..ô.."

A música me leva a lembrar da foto do blog do Ademar (http://abnoxio3.blogs.sapo.pt/) e seu comentário sobre Morales e Chávez e vem, se controle, uma constatação: perdemos o bonde ou o carro da história e agora queremos persegui-la de asa delta! E Lula-lá voa com a bússola bastante danificada sem saber pra que lado vai o vento!

Caramba! Ainda bem que Bia está quase chegando e vai me tirar dessa masturbação mental com seu riso e suas novidades!

Fui!

publicado por Adelina Braglia às 14:25

06
Mai 06

(...)


 


As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!...


 


(...)


 


Dispersão – Mário de Sá Carneiro


 

publicado por Adelina Braglia às 03:46

05
Mai 06

Esse inabalável amanhecer trouxe hoje uma incomoda tensão

e, contraditoriamente, como soa sempre bem a mim,

com a tensão, veio o alívio de aceitar que a morte é mesmo

a lógica mais perfeita da vida.

Viver eternamente seria um terrível peso,

como parece ser hoje esse indefectível nascer do sol.

Se todos os dias eu não esquecesse a minha finitude,

e fixasse na razão e nos sentidos a sabedoria que a consciência de limites traz,

era provável não estar aqui, às 4:30 da manhã, a pensar idiotices.

Dormiria até mais tarde, e ao acordar, louvaria a natureza 

por ter nos agraciado com as pedras, as plantas, os animais e as  mães!

Não me incomodaria com as sofisticadas categorias   - materiais e imateriais -

que criamos nesta vida, com o único objetivo de contemplar

nossa fantástica vaidade!

Tomaria um café fumegante, olhando com desdém para a fumaça,

acenderia o primeiro das dezenas de cigarros do dia

e, sem filosofias, seria feliz

 

publicado por Adelina Braglia às 04:59

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