" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

27
Mar 06

Eu não acredito em fadas, duendes, cegonha e papai noel.


Não acredito em sina, destino, fatalidade.

Não acredito que a pobreza  é dom da natureza, como o sol ou a chuva.

Acredito que a sabedoria não advém apenas dos livros, dos títulos obtidos, ou de teses defendidas.

Acredito que há uma sabedoria popular, que se destaca nos compromissos coletivos, e tem neles o seu fundamento e a sua razão de ser.

Acredito na divisão clara entre o interesse público e o interesse privado.

Acredito que o povo, esse tal de povo, se tiver acesso à informação, avança na direção da melhoria da sua qualidade de vida.

Acredito em chá de guaco para curar tosse,

em xarope de framboesa para infecção de garganta.

Acredito na minha cabeça, e sempre morei debaixo dela:

jamais a aluguei para ser sotão de interesses escusos.

Não acredito que primeiro é preciso fazer crescer o bolo para depois reparti-lo. Quem acreditava nisso eram os meninos do Delfim Neto.

Acredito que da miséria e da fome só advirão miséria e fome, e que as pessoas precisam de trabalho, alimento, alegria e condições para sonhar.

Não sou rica a ponto de não precisar trabalhar, nem tão pobre que não possa sonhar em ir a Barcelona.

Amo meu próximo e, às vezes, amo mais a mim mesma.

E não acredito mais  no governo Lula.

 


 


 

publicado por Adelina Braglia às 17:33

gripenacidade.jpg


Quando uma gripe me pega, quero o colo da minha mãe. E, reconheço que com isso, sinto é  raiva da falta que sinto do colo que ela nunca deu.

Ah! minha mãe! Sempre ativa, corajosa para enfrentar as adversidades! Cuidava com competência das "objetividades" da vida, considerando sempre que o afago era quebra de autoridade. O carinho era sempre postergado para o dia de São Nunca!

Reconheço que o carater que temos, seus filhos, foi impresso pelo carinho do meu pai e pela postura austera da mãe. Ambos confiavam sempre no tal do próximo, até que este lhes provasse que não merecia tanto crédito. Mas, quando a gripe me pega, quero o colo que ela não dava, o abraço que nunca estava disponível, o riso que nunca tinha vez!

Conclusão: sempre curo as gripes, mas não me curo da secura da minha mãe!

publicado por Adelina Braglia às 17:08

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