" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

28
Jan 06

" Um bebê do sexo feminino, com cerca de dois meses de idade, foi encontrado neste sábado dentro de um saco plástico boiando na Lagoa da Pampulha, no bairro São Luís, em Belo Horizonte (MG).

Retirada da lagoa por um casal que passeava pelo local e escutou barulho, a criança abandonada apresentava sinais de afogamento.

Ela foi levada para o Hospital Municipal Odilon Bering, no centro de Belo Horizonte, onde permanece internada para a realização de exames."
(notícia Folha on line - www.uol.com.br, 28.01.2006)

Talvez lhe dêem um nome comum: Maria, talvez.

Maria não era Moisés, boiando num cesto no Nilo, para ser salvo.

Maria estava destinada a morrer. Num saco plástico, na Lagoa da Pampulha.

Comove-me pensar em Maria, e minha dor só alivia.

se eu me disser: vai, vai vencer a vida, Maria!

 

publicado por Adelina Braglia às 23:26

Gil.jpg


Foto:www.terra.com.br


Gilberto Gil recebeu um premio em Davos, pela sua contribuição à cultura.

Sempre preferi a humanidade de Gil à arrogância de Caetano. Mas, como Ministro da Cultura, prefiro Gil como compositor!

publicado por Adelina Braglia às 23:10

A notícia vem de Portugal. E é precisa a defesa da legalidade constitucional do casamento entre pessoas do mesmo sexo que Ademar faz no seu texto. Vale para o Brasil, também. Também por isso o título deste post. Transcrevo e subscrevo.

Uma causa que deveria ser de todos... *



casamento.jpg
Esta é uma causa que eu apoiarei sempre. Não sei se é de direita ou de esquerda. Sei que, à direita e à esquerda, há ainda muita gente que, pelas mais diversas razões, convive mal com a homossexualidade. Sei também que, à esquerda e à direita, há muitos homossexuais que desejariam ter a coragem destas duas mulheres que, simplesmente, aspiram a casar (imagine-se o atrevimento!).
O casamento é um contrato. Um contrato que confere aos contraentes direitos e obrigações. Não está escrito em lado algum que uma das obrigações dos "cônjuges" seja procriar. A lei nunca vedou o casamento aos heterossexuais estéreis. O artigo 1672º do Código Civil define as obrigações a que os "cônjuges" se encontram reciprocamente vinculados: "respeito, fidelidade, coabitação, cooperação e assistência". Nenhuma destas obrigações tem "género" ou "orientação sexual". O casamento civil entre homossexuais faz, pois, tanto sentido como o casamento entre heterossexuais. Não é o sexo "diferente" dos contraentes que garante, como se sabe, a solidez do casamento. Um casamento homossexual pode ser tão ou mais sólido e fiável que um casamento heterossexual. Só preconceitos religiosos ou filosóficos têm impedido que, nesta matéria, se cumpra integralmente a Constituição, que garante a igualdade de todos os cidadãos perante a lei, independentemente de sexo, raça, religião, orientação sexual, etc...
Não sou homossexual, nem praticante do casamento. Mas compreendo e apoio a causa da Teresa e da Lena. Se elas querem casar, que casem. Quem sou eu, quem somos nós para lhes proibirmos essa ilusão de felicidade?...


* A imagem com que encimo este texto foi retirada da edição de hoje do Público.


http://abnoxio2.blogs.sapo.pt/

publicado por Adelina Braglia às 10:39

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