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Ananas.

Domingo, 18.12.05

Je t'aime encore

means I love you still,

c'est pour toujours

means I always will.

Tu me manquais trop

means I missed you much,

je fait ce qu'il faut

means I'll do what I must.

Me voici a ta fenetre

tous les gens me voient ici.

Here I am at your window darling

for all your people to see me.


Ananas laisse moi une fois


laisse moi te voir,


let me one more time, Ananas.


Ananas, I'm loping along, hoping you're home,


open up and let me on in.


Maybe I rise and maybe I fall,

maybe you lie underneath it all,

I ain't got nothing but for what you see,

even my own heart don't belong to me.

Got your river running in my blood,

got your fire burning in my heart.

You got me falling like a shooting star,

just like some tragic work of art.


Ananas laisse moi une fois


laisse moi te voir,


let me one more time, Ananas.


Ananas, I'm loping along, hoping you're home,


 open up and let me on in.


Here I am at your window baby,

for all your people to see.

Howling like a dog in the moonlight,

won't you have pity on me?

(Ananas - James Taylor)

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Adelina Braglia às 19:34

E viva o Natal!!!!

Domingo, 18.12.05

 Dorme um Deus-Menino entre etiquetas

e lá fora explodem rolhas de champanha.

No gráfico de vendas se encapela

em ondas a maré de mercancia.

Camuflado, barbas brancas,

Papai Noel executa promissórias de crediário.

A piedade vira embrulhos neste Natal sem manjedouras.

Lá no fundo de seu quarto,

fumando o último cigarro,

Deus contempla os homens

com infinita melancolia.

- Que fuzarca foram fazer logo no meu aniversário!

Poema de Natal - Luiz Coronel.

Obrigada, Nereide!

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Rotulando.

Domingo, 18.12.05

Um governo farsante, uma perspectiva chinfrim de eleições para o próximo ano. Uma oposição medíocre, mesquinha. A receita taí pra consolidar um país  pra ser a sombra pálida daquilo que poderia ser uma grande nação.

Eu bem que tentei, muitas vezes, que a minha vidinha transcorresse à par dessas "coisinhas", mas não consegui. Mesmo quando passo dias, semanas, olhando a dor do meu umbigo, ainda assim ouço o ruído vindo de fora. Taí, abaixo, um barulhaço, que me dificulta voltar a dormir:


A forma predominante de dominação ideológica não é mais o ocultamento dos fatos, um estratagema bastante primitivo, usado pelas ditaduras. Hoje, a dominação se faz muito mais pela capacidade de nomear. Mário de Andrade dizia: “As pessoas não pensam as coisas, elas pensam os rótulos.” Tinha razão. Boa parte do jornalismo econômico contemporâneo, por exemplo, tornou-se uma grosseira arte de rotular.

À lei que define que os recursos públicos devem ser prioritariamente usados para pagar juros ao sistema financeiro, em detrimento de todos os demais gastos do Estado, rotula-se “lei de responsabilidade fiscal”. À prática de cortar gastos essenciais, para sustentar esses mesmos pagamentos, rotula-se “disciplina” ou “austeridade”, necessárias para formar um “superávit” metafísico (denominado, espertamente, “superávit primário”). Ao desmonte dos mecanismos de defesa de uma economia periférica e frágil rotula-se “abertura”. Aos efeitos do desvio de finalidade das contribuições sociais – recolhidas pelo Estado, conforme a Constituição, para financiar o sistema de Seguridade Social – rotula-se “déficit da Previdência”. (César Benjamin)


Junte-se a isso a dorzinha inquitante na alma, aquela que nos pega quando estamos frágeis e que poderia chamar-se "virose emotiva" e, pronto! A insônia torna-se quase um prazer, pra dar tempo pra gente se ajeitar pro dia seguinte!

A solução eu já tenho: ouvir música. Leila Pinheiro, Lenine, Billie.

Fui.


 

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Adelina Braglia às 00:52

Plagiando!

Domingo, 18.12.05

Quando terminei o post anterior, alguma coisa passou a incomodar-me. Hoje, descobri o que era -  além da vida - : plagiei Ferreira Gullar!

A intenção não era essa, tanto que esse seu poema praticamente abriu meu blog (01.08.2005). Mas, pra me redimir, repito o poema.

Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.

Uma parte de mim é multidão:

outra parte estranheza e solidão.

Uma parte de mim pesa, pondera:

outra parte delira.

Uma parte de mim almoça e janta:

outra parte se espanta.

Uma parte de mim é permanente:

outra parte se sabe de repente.

Uma parte de mim é só vertigem:

outra parte, linguagem.

Traduzir uma parte na outra parte

— que é uma questão de vida ou morte —

será arte?

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Adelina Braglia às 00:19


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