" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

28
Mar 07

 

A chuva hoje lavou Belém boa parte da noite.
Os loucos das ruas estavam soltos,  não sei se liberados pela chuva
ou pela lua escondida nas nuvens.
Eu não tenho sono. Ele dribla meu cansaço.
Releio notícias, colo-as ali embaixo, no post que antecede este.
Penso que tenho um trabalho a fazer e poderia aproveitar a falta de sono,
etc. etc. etc.
Mas o que me falta é sono, enquanto sobra cansaço
e por isto não quero fazer meu trabalho.
Fazer o Blog é uma total imodéstia.
Gosto mais de expor o fígado do que o coração,
mas, ele sempre vem, aos pedaços.
Acho que faço disto um exercício psicanalítico (desculpe, Ana):
espalho aqui meus pedaços  na esperança de juntá-los, um dia,
numa foto 3 x 4.
E, de repente, veio uma saudade mesclada, de pai e mãe,
da avó que fazia compotas e parecia com isto
ter todo o controle sobre a dor e o prazer.
Uma imagem atravessa rápido este discurso  e é a visão de um pasto,
enorme,
onde uma vez,  ainda menina,
andando atrás de macaúbas pra levar pra mãe,
espetei o pé numa folha da palmeira,
correndo de um boi chamado Pingo de Ouro.
Não, pra caber tudo isto, não dá pra ser 3 x 4.
Vamos lá, a dormir.
publicado por Adelina Braglia às 05:46

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