topar em pedras que nada revelam.
Levar às costas o fardo do ser
e ter certeza que não vai ser pago.
Sentir prazeres, dores, sentir medo,
nada entender, querer saber tudo.
Cantar com voz bonita prá cachorro,
não ver ‘‘PERIGO’’ e afundar no caos.
Fumar, beber, amar, dormir sem sono,
observar as horas impiedosas
que passam carregando um bom pedaço
da vida, sem dar satisfações.
Amar o amargo e sonhar com doçuras
saber que retornar não é possível
sentir que um dia vai sentir saudades
da ladeira, do fardo, das pedradas.
Por fim, de um só salto,
transpor de vez o paredão.