No abnoxio, encontro o aceite para a liturgia do pecado. Lembro imediatamente de Adélia Prado e prometo ao meu amigo que assim que eu recuperar minhas asas de anjo, voarei sobre o Atlântico!
Abraço forte, Ademar.
Antigamente, em maio, eu virava anjo.
A mãe me punha o vestido, as asas,
me encalcava a coroa na cabeça e encomendava:
"Canta alto, espevita as palavras bem."
Eu levantava vôo rua acima.
(Verossímel - Adélia Prado)