" Se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

31
Ago 06

Tento hoje não deixar as horas escorrerem entre os dedos,

mas a presunção de ser e de fazer me cega.

Cobram-me. Todos.

Mas quem me cobra mais e mais, até a exaustão,

é o rosto cansado que vejo no espelho,

velho conhecido de tantas travessias,

mas que sorria antes,

mesmo que a margem não estivesse à vista,

e que  não tinha medo de se afogar.

O que me cobra o tempo que me desfaz

é eu não saber fazer o tempo

de amar,

de ser quem eu não sei mais,

de abraçar sem pressa.

O comprimido volta a minha bolsa.

Penso, com ele, que vou encontrar o que não posso ou que não quero.

Pondero-me com o Pondera!

Feia rima. Tola solução.

 

publicado por Adelina Braglia às 20:26

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