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O choro e a náusea.

Sexta-feira, 12.08.05
Ontem resolvi assistir o telejornal da noite. Show completo: numa sala, Marcos Valério, na outra Duda Mendonça. Ditos e desmentidos ao mesmo tempo. Versões diversas sobre um mesmo fato/dinheiro.
Os flashs da edição eram rápidos mas percebia-se que Marcos Valério abateu-se nesse período. Duda Mendonça continuava com um ar de publicitário bem sucedido.
Duda Mendonça chorou. Lembrou a mulher, a irmã e os filhos. Comovido declarou que em respeito a eles - família e amigos - estava ali espontaneamente pra dizer a verdade. E, parece que disse. Pelo menos a que lhe convinha.
Quanto à espontaneidade do seu gesto, só ocorreu após a CPI chegar na sua ilharga. Afinal estamos há dois meses nesse fogo cruzado intenso e o seu patriótico ato só ocorreu ontem. Ou seja, antes que me peguem, pego-os eu!
O choro é que é interessante. Dizem que somos um povo sentimental, herança do nosso tri-avô português. Denise Frossard, respeitável parlamentar do Rio de Janeiro, membro da CPI, comoveu-se com o choro. Elogiou o depoimento de Duda. A câmara não estava pertinho, mas parecia que ela falava com lágrimas nos olhos.
E tudo isso me leva a pensar que eu, que me comovo com um poema ou uma música, devo estar "perdendo a ternura". Duda não me comoveu. Deu-me náuseas.


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Adelina Braglia às 07:54

2 comentários

De js a 12.08.2005 às 15:53

... são os salpicos da "Caldeirada de Lula"... só resta saber quem ficou com nódoa...
FORÇ'AÍ!
js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt

De Paulo Soares a 12.08.2005 às 11:04

" Será que nos impactamos com a sujeira política porque vivemos em sociedade? Não sei não Adê, mas acho que todos mentem e continuam mentindo. Cada qual nas suas conveniências.
Essas CPIs lembram-me muito a história das arguições da 'Santa Inquisição': tanto os questionadores quanto os questionados tinham algo subterrâneo, oculto, escondido. As autoridades perguntadoras - cheias de 'pecados' sublimavam-os eliminando os 'pecadores'; os inquiridos tentavam mostrar antecedentes inatacáveis até a desistencia da luta moral. Venciam sempre os moralistas do poder.Aos incautos restava o fogo.
Nós, da plebe rude, assistimos extasiados as lições de honorabilidade dos senhores parlamentares cepianos. Gostaria de ver suas Prestações de Conta de campanha. Com certeza não haveria nenhuma correta.
A grande sujeira do Brasil é a deseducação do povo e a fraqueza das leis. Pra' quem interessa continuar assim? Pra' eles. Os mesmos.
Enfim, depois de um dia atribulado, deixo um conselho: troque o jornal da noite por um romântico e inocente filme de amor da década de 1950. Era piegas, mal feito e mostrava falsas paixões, mas era uma enganação aceitável e sonhadora. Nosso sono chegava embalado pela catarse e ainda rendia sonhos que nos permitiam um agradável despertar. É uma boa receita!."

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