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Às margens plácidas.

Sexta-feira, 12.08.05

abaete.jpg



Às margens plácidas desse rio vivem homens honestos. Se não todos, a maioria. Eu os conheço. E são muitos. Colhem o açaí, lutam diariamente pela sobrevivência. Organizam-se, produzem e avançam na sua representatividade junto ao coletivo. Os diretores da associação são eleitos, cumprem um estatuto e hoje já discutem um regimento para gestão do seu território.Pode ser que alguns já tenham ouvido o pedido de desculpas do Presidente Lula hoje, justificando seu sentimento de ter sido traído, condenando as práticas desonestas e afirmando que se dependesse dele, já teria punido os culpados.

Pergunto-me se os quilombolas acreditaram. Eu não consigo mais acreditar. Consolo-me, em parte, com o meu descrédito, pensando que se tivéssemos um presidente tão ingênuo, incapaz de enxergar, supor ou deduzir e saber como foram pagas as contas de campanha do seu partido, talvez nossa situação fosse ainda pior. Tanta ingenuidade talvez nos tivesse levado ao olho do furacão mais cedo.

Cercado de pulhas, de "pais da pátria”, "honestos" e comovidos depoentes, choros e ranger de dentes dos seus apoiadores, um partido esfrangalhado e uma base parlamentar de adversários que riem à socapa das trampolinagens agora expostas, quem sabe o presidente não gostaria de estar por aqui, olhando os açaizais e conversando com esses brasileiros honestos que sabem com clareza como combater e punir os mal feitos de seus companheiros, com o relativo poder que têm.

Fica o convite.

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Adelina Braglia às 15:24

1 comentário

De Paulo Soares a 14.08.2005 às 10:17

" Lula sempre lutou pela sobrevivência de forma diferente dos quilombolas da Amazônia.
De torneiro mecânico sem qualificação a membro sindical temido pelos patrões, vivenciou um curto período de necessidades.
De fundador partidário a aposentado por invalidez,curtiu uma doce remuneração sem esforço.
Como deputado federal abominou ter que comparecer e trabalhar pelo menos 3 dias na semana.Desistiu do legislativo. Preferiu ser candidato profissional por décadas, vivendo no 'doce far niente' dos passeios políticos.
Eleito presidente, comprou com nosso dinheirinho um avião novo e, entregando o Govêrno ao Zé Dirceu, danou-se a passear pelo mundo.
Agora, com lágrimas de crocodilo, diz-se traido e alega idiotice crônica.
Idiotas somos nós, povo brasileiro, que sustentamos esse malandro por décadas e ainda o colocamos na chefia maior do nosso País.
Não, ADÊ, ele não é um bom exemplo para os nossos quilombolas. Pode contaminá-los com sua teoria da malandragem que deu certo.
A lama dos nossos rios é saudável; produzida pela mãe natureza para sustentar os açaizais de manutenção dos nossos dignos caboclos amazonicos.
A lama que seria trazida, fede. É decomposta com a malversação dos recursos do contribuinte que serviriam, no mínimo, para melhorar as vidas difíceis dos simples deste rincão.
Vade retro, Lula! Vai enganar noutro lugar. De preferência na cadeia, com a marca firme de um pontapé do povo brasileiro."

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