Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Fevereiro 2006

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728


Pesquisar

 


Tempestade.

Quarta-feira, 15.02.06

chuvavem.jpg


"os sucessos intelectuais são meros grãos de areia no fundo dos bolsos
comparados com as tempestades emocionais" http://www.meiapraiameia.blogspot.com/


Sotavento me inspirou, com sua frase, a dizer que a minha geração, ou parte dela, aprendeu que as tempestades emocionais eram meras diluições burguêsas. E que nada se sobrepunha à razão...dialética!


Minha geração aprendeu que o sonho individual jamais se colocaria à frente do sonho coletivo, mesmo que esse nos custasse a vida inteira para ser construído.


Minha geração, ou parte dela, aprendeu que o que a razão determinava era mais, melhor e maior do que o que o coração pedia.


Minha geração, ou parte dela, se negou o prazer porque ele era mais revolucionário, talvez, do que a revolução que sonhávamos fazer.


Minha geração, ou parte dela, deixa um legado de ética, solidariedade, fraternidade na luta coletiva. Legou também úlceras, gastrites, depressões profundas e novas neuroses para deleite dos analistas.


Minha geração, ou parte dela, casou-se, separou-se, casou-se novamente, teve filhos, separou-se de novo, resultado da inquietação do amor idealizado, da fantasia da parceria inquebrantável pela vida afora.


Minha geração, ou parte dela, disse aos filhos que o sonho coletivo se sobrepunha ao prazer individual, e viu o olhar maroto deles, crescendo e duvidando de tanta baboseira.


Eu, como fruto dessa geração, continuo à frente da construção de uma ínfima peça do quebra cabeças do sonho coletivo que jamais se realizou, vou ao analista duas ou três sessões por semana para administrar as minhas culpas, crio meus filhos e olho minha neta com a certeza de que não os convencerei, jamais, da minha ingênua visão do mundo.


Eu, como resultado dos meus percalços, dos meus parcos acertos, das chuvas que apanhei, dos rios que naveguei e ainda navego, morro de medo de tempestades, especialmente quando ela está dando água pelo meu joelho!


Beijo, Sotavento. Foi uma boa inspiração!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Adelina Braglia às 17:17

2 comentários

De Bia a 16.02.2006 às 07:51

Beijo! Eu é que agradeço a você! ;)

De sotavento a 16.02.2006 às 05:31

:))))) Haja alguém que percebe o que eu digo!... Obrigada, garota!... ;)

Comentar post



Comentários recentes

  • Anónimo

    Meu pai foi um desses homens procuro por uma foto...

  • Adelina Braglia

    Salve, Cris.Mudamos todos, nós, os blogs, o Juca q...

  • cris moreno

    saudades. estava me lendo no travessia e vi como b...

  • Adelina Braglia

    Amém! Beijo.

  • Marga

    Querida, bom lhe ter de volta aos textos que retra...