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Quinta-feira, 03.08.06

"O corredor humanitário no sul do Líbano é uma ilusão"

1/8/2006 - Christopher Stokes é o Coordenador Geral de Médicos Sem Fronteiras no Líbano. Pela segunda vez ele está em Tiro, onde MSF montou um centro de saúde e começou a oferecer cuidados médicos por meio de clínicas móveis. Ao chegar num carro de passeio repleto de medicamentos, ele explica porque o corredor humanitário no sul do Líbano está longe de ser uma realidade.

Como está a situação no sul do Líbano?

É quase impossível para os civis que vivem nos locais atingidos se deslocarem e conseguirem chegar ao hospital. Muitas famílias deixaram suas casas, mas estão bloqueadas no meio do nada, já que as estradas que foram destruídas. As equipes de MSF encontram famílias que ainda não receberam nenhuma assistência ou porque as estradas foram bombardeadas ou porque ficaram sem combustível enquanto tentavam escapar. Eles não podem voltar pra casa, e tampouco podem procurar cuidados médicos. Outros estão com tanto medo que não se movem.

Quais são as dificuldades para uma organização humanitária como MSF?

Em situações de conflito nós precisamos negociar com os dois lados para conseguir ter acesso aos civis, montar clínicas, oferecer ajuda à população. Hoje, no Líbano, é impossível negociar acesso seguro às cidades atingidas pelos bombardeios. Isto é um obstáculo enorme para nós, especialmente para os nossos colegas libaneses. Não há garantia de segurança para os profissionais libaneses enquanto realizam a maior parte dos esforços de assistência em todo o sul do país.

O aviso da criação do corredor humanitário tornou o seu trabalho mais fácil?

 O conceito de corredor humanitário vem sendo utilizado ultimamente para mascarar a realidade: é impossível ter acesso seguro às cidades do sul. O chamado corredor é uma espécie de álibi porque de fato não existe acesso real das organizações humanitárias ao sul. E a comunidade internacional está se enganado, se eles acreditam nisso. Na prática, quase não há segurança para veículos viajarem para o sul. Os poucos comboios das Nações Unidas que obtiveram garantias de segurança por parte das autoridades israelenses largam suas cargas em depósitos e voltam o mais rápido possível para Beirute. Isso significa que não temos acesso de verdade àqueles que mais necessitam de ajuda. Da mesma forma, pessoas que desejam fugir das regiões mais afetadas não têm garantias de que podem fazê-lo em segurança, contrariamente ao que é sugerido pelo discurso do corredor humanitário.

E como está a questão do envio dos suprimentos para o Líbano?

Nem mesmo a parte mais fácil de implementar do dito corredor, do Chipre para Beirute, está funcionando. MSF tem atualmente 140 toneladas de equipamento estocadas em Chipre, e apenas uma quantidade pequena de suprimentos está chegando de Beirute. Chegamos a ter medicamentos importantíssimos para a sobrevivência de pacientes bloqueados por três dias."  (...)

http://www.msf.org.br

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Adelina Braglia às 21:36


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