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Beatriz.

Quarta-feira, 02.06.10

Olho minha neta crescendo.

 

A cada dia mais atilada! Esperta, perguntadeira, como diziam os mais antigos do que eu. E bonita, o que sempre é uma vantagem adicional neste mundo “visual”.

 

Beatriz é a minha melhor medida do tempo. Em todos os sentidos. Cada centímetro ganho, cada esperteza declarada, cada manifestação sobre as coisas e os donos das coisas, mostram que o tempo passa e faz seu serviço. No caso dela, faz o serviço direito!

 

Muitas vezes me pego pensando se vou vê-la aos 15 , aos 18 ou aos 20 anos. Embora nesse caso eu seja uma incrível esperançosa, intuo que talvez não possa compartilhar com ela a adolescência e a entrada na vida adulta, como o fiz na primeira e nesta segunda infância. Nunca acreditei que as mulheres devem ser mães, como obrigação existencial. Menos ainda, avós. Escolhi ser mãe nas minhas favoráveis circunstancias e, por prazerosa decorrência, sou avó. E, tenham certeza, ser avó é muito melhor.

 

Ainda que nos preocupemos com a educação, a saúde, a formação moral e as noções fundamentais de ética que devem nascer com a infância, estamos formalmente desobrigados - com atestado do cartório de deus e do diabo - de sermos os responsáveis por isso. E sobra-nos o passeio de fim de tarde, o sorvete de açaí, a busca de um tênis “da hora” que caiba no orçamento, a feitura conjunta do vinagrete do almoço, e algumas confidências que só se faz pra avó. Maravilha!

 

A Bia e eu temos um medo em comum: o da minha ausência na sua vida. Perguntou-me quando vou morrer, assim mesmo, de supetão. Minhas primeiras respostas foram imbecis e ela continuou perguntando. Parou de perguntar quando eu resolvi dar a mais sincera resposta: não sei. Mas garanti a ela que minha esperança é a mesma dela: ficarmos juntas o mais que conseguirmos.

 

Cá com as minhas saias, não sei mesmo é a resposta que, para mim, é mais importante do que a data do fim do prazo da minha validade: o que o tempo fará ao mundo da Bia, quando ela chegar aos 15, aos 18 e aos 20 anos? Felizmente, isso ela nunca perguntou.

 

 

 

 

 

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Adelina Braglia às 12:33

1 comentário

De Cleide a 08.06.2010 às 01:51

A Bia é uma criança muito feliz... ter uma avó como voce, é o que toda criança quer e merece!
Beijos a ambas!

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