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Requiescat..etc e tal.

Sexta-feira, 21.08.09

Assisti na íntegra o discurso do senador Aloísio Mercadante. Volteios em torno de si mesmo e de um partido que se partiu não sei bem quando e foi entregue em bandas aos mercenários.

 

Um analista de olhar enviesado pela manutenção da sua parcela (?) de poder, o senador navegou pelos ataques  – criticando Marina por deixar o PT para uma disputa eleitoral – assumiu a humilhante condição de quem trombeteou que ia e não foi, justificando-se com a parcela do partido que esperava a manutenção da palavra, e, pifiamente, terminou imitando Dom Pedro: diga ao povo que fico. Ou melhor, eu fico porque o povo não está nem aí pra minha encenação.

 

Mercadante imitou seu Guru: publicamente desautorizado pelo bufão Berzoini, rasgou o passado – o dele, Mercadante, alíás, muito mais consistente do que o do Guru – agarrou-se à carta do Presidente e, finalmente, fez o que todos, ou quase todos, achavam que faria: ficou.

 

Não será ele o coveiro do Senado, certamente. Da mesma forma que justificou Sarney no discurso, alegando que as patifarias são centenárias, eximiu-se previamente da própria culpa.

 

Considero este post seu anúncio fúnebre: descanse em paz, senador.  Está em boa companhia agora. Alinha-se definitivamente a Collor, Wellington Salgado, Renan e outros párias desta triste república.

 

Que Santo Ambrósio lhe garanta o purgatório.

 

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Adelina Braglia às 15:11

2 comentários

De Maju a 21.08.2009 às 21:41

O senador Mercadante perdeu a noção de ética, ele rasgou sua história de vida e a sua história de militância, história que fez muita gente acreditar nele, eu inclusive que achava que aquela pessoa que conheci (pois é, eu o conheci pessoalmente nos aureos tempos de militância) era a pessoa certa e digna para receber meus votos, mesmo que todo o partido já houvesse caminhado para outra direção. Eu acreditava piamente ( como dizia a querida vó Maria do seu Bepe) que ele iria se afastar e voltar para as ruas, com o povo, para a militância. O senador Mercadante perdeu a sintonia com o povo, com os anseios do povo e principalmente os votos do povo.
Estou muito decepcionada, com um gosto amargo na boca, gosto de derrota. Como é duro descobrir que seu último ídolo é de barro.

De Adelina Braglia a 22.08.2009 às 03:20

Querida prima,

nossos ídolos nem sequer são mais os mesmos, como diz Belchior. De positivo a clareza de que , talvez, nunca tenhamos precisado deles. Nós os empurramos pra frente e agora eles caminham esquecendo-se de nós.

Nos resta aprender a lição e escolher com quem vamos seguir em frente.

Abração.

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