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A ecologia humana de Dom Ratzinger.

Terça-feira, 23.12.08

 

O Papa Bento XVI propõe um tipo de ecologia humana que salve os gays, assim como se salvam as florestas. Se o assunto não fosse tão sério e a declaração tão esdrúxula, mas com repercussões graves, diria ao Papa que a voz corrente é que não existe ex-gay. Com exceção daquele da novela da Globo.
 
Na interpretação do correspondente do Estadão, o Papa disse que "salvar" a humanidade do comportamento homossexual ou transexual é tão importante quanto salvar as florestas do desmatamento. E que humanidade precisa "ouvir a linguagem da criação" para entender os papéis de homens e mulheres. Segudo o Pntíficie, os comportamentos que vão além das relações heterossexuais são "a destruição do trabalho de Deus" e a Igreja deve proteger o homem da destruição de si mesmo. “Um tipo de ecologia humana é necessária" e "As florestas tropicais merecem nossa proteção. E os homens, como criaturas, não merecem nada menos do que isto".
 
As “preocupações” da Igreja Medieval, em garantir e preservar o direito de herança dos senhores – a instituição do casamento aliada à fidelidade feminina para evitar que a herança caísse em mãos de filhos alheios -  a preservação da própria e vastíssima riqueza – o celibato dos padres, para evitar aborrecimentos com divisão do santo patrimônio em heranças -  não estão centradas na fé. 
 
As declarações atuais de Dom Ratzinger também não.  Lembremos que Dom Ratzinger, imediatamente após a posse deu o primeiro golpe no Concílio Vaticano II para atrair os tradicionalistas,  autorizando a Igreja a retroagir à missa em latim.  Especialistas como Michel Cool analisam que este golpe pode ser o primeiro de uma sequência de outros  que vão atingir os avanços daquele Concílio: a liberdade religiosa, o ecumenismo, o diálogo entre as religiões e uma visão positiva da humanidade.
 
É dentro desta visão positiva da humanidade que espero que Dom Ratzinger, apesar do discurso bombástico pela salvação dos gays,  priorize suas cruzadas: salvemos primeiro o mico-leão dourado, a arara-azul, o ipê-roxo, o ingazeiro, os famintos, os sem-teto, os desesperados. Não necessariamente nesta ordem. 
 
A ecologia humana agradece.

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Adelina Braglia às 09:30

3 comentários

De Anónimo a 23.12.2008 às 15:20

Acho que ele quis dizer a preservação dos heteros e a eliminação dos gays. Alguma coisa está confusa, pois não se salva o que não se quer.

De Adelina Braglia a 23.12.2008 às 16:18

"Salvar", para Dom Ratzinger, é curar o "doente", trazê-lo de volta para a vida sã da heterosexualidade, a que garante ainda em nossos dias o patrimônio. E a procriação.

Assim, você tem razão: não se salva o que não se quer. Abração.

De cris moreno a 24.12.2008 às 13:14


Feliz Natal, Bia querida e família.

Beijos.

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