Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Junho 2006

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930


Pesquisar

 


Epígrafe para os nossos dias.

Quarta-feira, 07.06.06
Perdoem-me por chamar o poema de Drummond de "epígrafe". Mas, pareceu-me tão apropriada a utilização do poema para os dias de desordem institucional, de corrupção ativa e passiva, do "descolamento" da responsabilidade pelas ações de governo daqueles que são os responsáveis por elas, que não resisti.
Perdão, Drummond, mas o medo referido no seu poema foi substituído por um sentimento viscoso, que não consigo nominar, nem definir, mas é alguma coisa parecida com "cidadania" sem cidadãos.

" Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que estereliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas."

(Congresso internacional do medo - Carlos Drummond de Andrade)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Adelina Braglia às 18:31


Comentários recentes

  • Anónimo

    Meu pai foi um desses homens procuro por uma foto...

  • Adelina Braglia

    Salve, Cris.Mudamos todos, nós, os blogs, o Juca q...

  • cris moreno

    saudades. estava me lendo no travessia e vi como b...

  • Adelina Braglia

    Amém! Beijo.

  • Marga

    Querida, bom lhe ter de volta aos textos que retra...