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Sábado, 02.08.08

 

É madrugada em Belém do Grão Pará.
 
Não durmo. O sono se foi.
Quem sabe encontra algum bom motivo para voltar,
já que o meu cansaço não o comoveu.
 
Ocupo o tempo pensando sobre muitas coisas.
A dor de perder amigos,
o remorso das conversas adiadas.
 
Penso sobre o afeto
O afeto sob todas as formas:
o afeto de irmãos, de amigos, de amantes.
O afeto de quem sente e não divide.
Ou de quem não sente e administra razoavelmente bem o tédio que isso lhe causa.
 
A cada dia descubro que gosto cada vez mais de estar só por algumas horas.
Ficaria dias, se pudesse. E sei que ficaria bem.
 
Não há barulhos nesta casa junto ao Bosque Rodrigues Alves.
O ruído vem de dentro.
Das palavras que se atropelam na minha cabeça,
porque não foram ditas.
Chego a imaginá-las quando se atropelam:
o m perde uma perna e se reconhece no n!
 
As bonecas negras me olham da estante.
Hoje não dançam o tambor-de-crioula.
A banda de blues também está em silêncio.
 
Não fosse o barulho das palavras e esse seria o silêncio perfeito.
 
Cálculos particulares:
entre 25 e  16,
passa um rio.
Entre eu e eu,
há um muro.
No rio a gente navega.
No muro se bate a testa. 
Entre eu e o meu desejo, passa um mar.
 

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Adelina Braglia às 02:52


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