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Desista, Santo Ambrósio.

Quarta-feira, 09.04.08

 

A incivilidade é nossa marca registrada. Incivilidade como a define Mestre Aurélio: indelicadeza, descortesia.
 
Além das triviais grosserias – fechar os olhos nos ônibus para “não ver” o idoso ou a moça com o bebê no colo para não lhes ceder o lugar - há o tropeçar nas pessoas, a quem não se pede desculpas. Há o jogar o papel na calçada ou atirar pela janela do carro ou do ônibus a lata de refrigerante ou o papel do picolé. Quando não um coco verde!
 
A desumanidade também se agita entre nossas modernas “virtudes”. Revestida, às vezes, de requintes de crueldade, de fúria.
 
Desumanidade no sentido de estarmos perdendo a noção do bem e do mal, que deveria nos diferenciar dos bichos. Fúria, aquela que fere indiscriminadamente, com ou sem causas.
 
Hoje cedo observei minha gata “conhecendo” uma gatinha pequenina. Juliana – a minha – aproximou-se devagar de Jolie, cheirou-a, olhou-a, sentiu a outra. Isso. Sentiu, com seus instintos, e provavelmente um registro rápido avisou-a que “aquilo” era um indefeso filhote. Nenhuma rispidez, nenhuma agressão.
 
Automaticamente lembrei do caso da menina assassinada em São Paulo, na semana passada. Jogada do sexto andar, com sinais de asfixia anteriores à queda. Quem a matou foi uma pessoa adulta. Que independente dos motivos ou da doença emocional que tiver, não a conheceu, não a sentiu, não a protegeu.
 
E outras crianças vivendo como mortas para o futuro, para a realização de desejos, sem afeto, sem teto, sem perdão.
 
Entre gatos e homens, entre filhotes e mulheres, cava-se um fosso onde a inversão de valores e sentimentos é cada vez mais assustadora.
 
Valei-nos, Santo Ambrósio!
 
Ou melhor, desista de nós.
 
BLESS THE BEASTS AND THE CHILDREN  

Abençoe as feras e as crianças
Pois nesse mundo eles não tem voz
Eles não tem escolha
Abençoe as feras e as crianças
Pois o mundo não poderá ser
Um mundo que eles vêem
Ilumine seus caminhos ... 
Quando a escuridão os cercar
Dê-lhes amor
Faça o brilhar ao redor deles
Abençoe as feras e as crianças
Dê-lhes proteção para as tempestades
Mantenha-os salvos
Mantenha-os aquecidos
Ilumine seus caminhos ... 
Quando a escuridão os cercar
Dê-lhes amor
Faça o brilhar ao redor deles
Abençoe as feras e as crianças
Dê-lhes proteção para as tempestades
Mantenha-os salvos
Mantenha-os aquecidos

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Adelina Braglia às 10:20


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