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Mau humor?

Sexta-feira, 30.09.11

 

O modelo das meninas “classe média” é Ke$ha.

 

O carro tornou-se definitivamente a extensão das pernas.A dos braços é o celular.

 

Ando pelas ruas e vejo replicantes de Neymar, todos sioux-punks.

 

Botas enormes, até os joelhos das meninas, no verão de Belém.

 

São Paulo, para nos imitar, recusa atendimento a octogenário na porta do pronto-socorro.

 

Fomos, finalmente, abdusidos pela  modernidade.

 

  

  

 

 

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Adelina Braglia às 07:52

Pra Ana.

Quarta-feira, 28.09.11

 

Que você possa chorar pela ausente

e pensá-la feliz em algum lugar.

 

Que você possa sorrir

quando o sol nasce

ou quando a chuva cai, e suaviza o calor,

é o meu melhor desejo,

agora.

 

Que você tenha a paz de quem amou e foi amada

e  conserve  sempre a memória dos sorrisos.

 

Que meu abraço chegue até você,

virtualmente, solidariamente, insistentemente.

 

 

".... lá na rua todos se olham, todos se falam, perguntam por ela
quem sabe hoje ela seja alguma estrela do mundo espacial
o vento há de trazer a roupa dela e estender no meu varal.


Acorde linda disposta e bela, abra os olhos e abra a janela
a vida vai seguindo como infinito corpo espiral
espero qualquer noite ver cair uma estrela em meu
quintal..."

 

(Canção de acordar - Diana Pequeno)

 

 

 

 

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Adelina Braglia às 14:13

Poetexto pra Margareth, que anda naquelas plagas.

Domingo, 25.09.11

 

“Não vá  ainda, moça

de noite a estrada é um perigo.

O que não acontecia antes

agora parece castigo.”

 

 

Essa é a recomendação para quem vai de Anapú a Senador José Porfírio.

São indícios do “progresso” que as obras de Belo Monte trouxeram à região.

 

 

O lago vai se alastrar

empurrando pra longe a pobreza

trazendo nas ondas mansas

saudades e vil tristeza.

 

 

 

“Exemplos infelizes como a construção das usinas hidrelétricas de Tucuruí (PA) e Balbina (AM), as últimas construídas na Amazônia, nas décadas de 1970 e 1980, estão aí de prova. Desalojaram comunidades, inundaram enormes extensões de terra e destruíram a fauna e flora daquelas regiões. Balbina, a 146 quilômetros de Manaus, significou a inundação da reserva indígena Waimiri-Atroari, mortandade de peixes, escassez de alimentos e fome para as populações locais. A contrapartida, que era o abastecimento de energia elétrica da população local, não foi cumprida. O desastre foi tal que, em 1989, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), depois de analisar a situação do Rio Uatumã, onde a hidrelétrica fora construída, concluiu por sua morte biológica. Em Tucuruí não foi muito diferente. Quase dez mil famílias ficaram sem suas terras, entre indígenas e ribeirinhos” (instituto Socioambiental - ISA).

 

 

Associam-se os comandantes

mobilizam-se os pós-modernos

em torno de Belo Monte.

E abrem-se as portas do inferno.

 

 

 

“Em fevereiro de 2010, o governo brasileiro emitiu a chamada Licença Prévia (LP) que autoriza o leilão de Belo Monte. Além das empreiteiras já citadas, teve apoio do grupo francês GDF Suez; de importantes grupos eletro-intensivos e mineradores, como Votorantim, Vale e Alcoa; diversos empresários; governadores, prefeitos e parlamentares.”  ...  “O EIA/RIMA de Belo Monte foi elaborado pela Leme Engenharia, afiliada ao Grupo Tractebel Engineering, por sua vez vinculado ao grupo GDF Suez”  (Belo Monte: doze questões sem respostas – Antonio Martins)

 

 

 

Mudem-se para outros lugares,

adquiram novos hábitos,

morem nas casinhas novas

esqueçam suas memórias.

 

 

 

 

Beijos.

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Adelina Braglia às 06:15

Porque hoje é sábado e eu não matei Joana D'Arc.

Sábado, 24.09.11

 "Roubado" da Samartaime, aí ao lado.

 

A LIBERALIZAÇÃO DO ESTADO SOCIAL


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar quanto ganha


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que é paraplégico

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que não lhe pagaram

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que é um reformado miserável

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que é cego

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que não há trabalho

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que é excluído

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que é canceroso

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que é pobrezinho

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que é analfabeto

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que tem fome

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que vive na rua

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que tem frio

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que é carenciado

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que precisa do passe

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que o banco de jardim é público

 


Tem aqui, grátis, a minuta do requerimento:
é só provar que está inocente

 



 

 

 

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Adelina Braglia às 19:42

Oh!!!!

Segunda-feira, 12.09.11

 

Preconceito e pós-conceito misturam-se na sociedade cínica e criminosa.

 

Amanheço antiga e durmo pós-moderna.

 

 

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Adelina Braglia às 08:37

Um gole de sinceridade.

Quinta-feira, 01.09.11

 

 

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