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Uma casa em Marte?

Quinta-feira, 25.02.10

 

Não é mais tempo de gentilezas, demonstram as pessoas e as coisas ao meu redor.
 
Os velhos agressivos, as crianças mais maldosas do que a falta do polimento social lhes permite.
 
Os jovens sem a menor noção de que o passado os acompanha e pensando um futuro esquecendo-se de ele é construído aqui,  como se fosse o último dia e não só o primeiro do resto de suas vidas.
 
Cada vez mais me decido pela reclusão, após a aposentadoria, que custa mas chegará agora. Quero distanciar-me disto. Quero tentar ignorar os maus tratos que se tornaram legítimos, as mentiras que se tornam verdades, irrigadas pela ignorância e pela desinformação.
 
Como na velha canção, eu quero uma casa no campo. Por mérito. Só não quero carneiros e cabras pastando no meu jardim e já tenho a neta. ...rsrsrs...

 

 

 

 

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Os crimes de alguns de nós e os crimes dos outros.

Quarta-feira, 24.02.10

 

 
Nobreza de araque e ladrões engravatados.
 
Luís Carlos Lopes
 
Há quem ache estranho a dificuldade brasileira de se tratar pessoas que ocupam cargos públicos mais elevados ou dispõem de grandes recursos financeiros como se fossem cidadãos comuns. Estes últimos, isto é, a maioria, quando cometem crimes são processados, presos e tem que responder pelos seus atos. Se forem mais pobres ou mais negros são logo enviados para presídios e outros depósitos de gente, sob as penas da lei. Não raro, são executados nas ruas, antes de viverem seus infernos judiciais e prisionais. Os valores e as propriedades das elites, bem como a cor da pele e o pertencimento a famílias ou grupos políticos e sociais influentes garantem maior impunidade.

O mesmo crime tem respostas estatais diversas. Um dos artifícios de proteção dos mais ricos e influentes é o de chamar furtos, apropriações indébitas e coerções de crimes de ‘colarinho branco’, isto é, os que são cometidos pelas autoridades de Estado e pelos burgueses engravatados. Diferenciando-os por meio de um nome pomposo, tem-se pronta uma estratégia para encobri-los. Os mecanismos reais existentes, usados pela velha máquina de Estado, estão muito distantes do edifício das leis e normas processuais. Vários procuradores e juízes democratas e defensores da virtual cidadania brasileira fazem sua parte. Tentam conseguir que a lei seja cumprida com equidade e que as elites sejam punidas. Há, felizmente, juízes que decidem respeitando a lei e o consenso crítico da população. Outros agem em sentido contrário, derrubando decisões, usando as tecnicalidades jurídicas para ofender o senso básico da racionalidade e da moralidade etc. Em suma, ajustando-se as situações encontradas aos interesses políticos e sociais que se escondem nas sombras do mesmo Estado.

Quando ocorre o recolhimento à prisão de um banqueiro que roubou milhões e a condenação de autoridades que participavam na mesma quadrilha, isto ganha as manchetes da grande imprensa. O espanto é porque tal fato consiste em algo inusual no Brasil. Os pequenos progressos dos direitos de cidadania são comemorados pelos democratas do país e odiados pelas elites. Estas gostariam de jamais serem condenadas por nada. Afinal, prisão é para pobre, preto e para quem mora longe. Por isso, eles usam dos seus privilégios para não irem para cadeia, mesmo condenados ou pegos em fragrante delito. Quando isto ocorre, a explicação está, por exemplo, na existência de um confronto entre o Estado e o criminoso ou um clamor social latente que chega de algum modo às grandes e pequenas mídias, pressionando nesta direção.

Na letra da lei, todos são iguais. Na prática da mesma, alguns são menos iguais do que outros. Nada disto é novo. Repete-se melancolicamente há muito tempo, remontando às origens do Estado e da Sociedade no Brasil. Todos sabem que é assim e muitos acreditam que assim sempre será. Isto se relaciona ao fato de que os compromissos assumidos nas mudanças históricas do país jamais foram rasgados. Mudar sem que as estruturas de poder sejam alteradas em profundidade é um mandamento do devir brasileiro. A impunidade das elites é coisa antiga que vem se renovando e se readaptando às novas circunstâncias que se colocam em cada contexto.

Ainda existem traços nobiliárquicos na formação social brasileira. A ocupação de altos postos de Estado é entendida como uma bruta ascensão social, política e ideológica. Estar neles por ter sido eleito ou por pertencer a uma das complexas clientelas do poder é compreendido por alguns como um salvo-conduto. Isto inclui fazer o que se bem entende, inclusive furtar o erário público ou intermediar a ação de empresários ladrões, lucrando por fora. Essas pessoas acham que a lei é para os outros e não se aplica ao comportamento daqueles que são um simulacro de nobreza togada. Esses pseudonobres, mesmo que sejam simples ladrões, contam com a pompa e a circunstância de seus cargos, suas relações de influência e os privilégios dados a eles pela própria legislação. São nobres de araque. Todavia, eles têm poder de fato e incontáveis meios de se proteger.

O Império e a ordem nobiliárquica da época foram derrubados, em 1889. O governo de Pedro II, apesar de esforços dos seus entusiastas, jamais poderá ser apartado do passado escravista brasileiro. Mesmo tendo mandado sua filha assinar o decreto da Abolição, a velha monarquia não poderá apagar sua forte ligação com a velha instituição escravista, em crise no mundo da época, muito antes de chegar ao fim no Brasil, em 1888. O golpe de Estado militar que inauguraria a república viria um ano e meio após. Os velhos barões imperiais transformaram-se na classe de proprietários de terra, agora sem escravos no velho sentido. Contudo o poder da terra conferiu a eles algo similar ao antigo poder nobiliárquico. As coisas mudaram, mas não muito. A terra não foi repartida e dada aos escravos, bem como lhes foi negada a instrução básica.

Foi no governo de Pedro II que as bases do Estado brasileiro foram assentadas, bem como alguns aspectos da vida social, política e cultural do Brasil, de alguma forma ainda presentes. A partir daí, todas as reformas que ocorreram nos últimos cento e cinqüenta anos se desenvolveram nos limites deste quadro, nunca inteiramente superado. Por aqui, como em toda parte, o passado dá um jeito de se manter no presente e influir no modo que a história segue seu curso. A luta pelos direitos coletivos e individuais de cidadania continua, como nunca, bastante atual.


Luís Carlos Lopes é professor e autor do livro "Tv, poder e substância: a espiral da intriga", dentre outros.
 
Boletim Eletrônico do site Carta Maior.


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Adelina Braglia às 23:10

Rabo de leão ou cabeça de rato.

Terça-feira, 23.02.10

 

Limões, discursos e limonadas (23/02)
 
No âmbito da política exterior dos países, não é tão difícil distinguir os líderes empenhados realmente na construção de um projeto nacional daqueles preocupados apenas em açular o nacionalismo “de boca”, para nele cultivar musculatura política.

Na primeira categoria estão os governantes voltados para a conquista de vitórias nas relações com outros países e nos organismos internacionais. Na segunda, os obcecados pela soberania retórica.

Para que possam, então, classificar os opositores internos de “inimigos da pátria” e, a partir daí, convergir o destino soberano do país com a perpetuação do próprio poder.

Reparem que nações como China, Índia, Rússia e África do Sul têm políticas externas caracterizadas por contenção verbal e pela busca agressiva de vitórias, ou, pelo menos, de posições estratégicas favoráveis. Moscou, por exemplo, vem de conseguir recuos de Washington no projeto do escudo antimísseis na Europa do Leste. E os chineses apertaram tanto os americanos que estes se viram obrigados a fazer movimentos para equilibrar a balança, daí o encontro entre o Dalai Lama e Barack Obama.

Qual é o balanço da política externa brasileira nos anos recentes? É um bom debate. Na historiografia oficial, os últimos sete anos representaram a emergência de um Brasil altivo e internacionalmente forte, em suposto contraste com os séculos precedentes.

Mas qual foi mesmo a grande vitória — material, concreta — obtida pela diplomacia ou pelos canhões brasileiros nesse período? Alguém poderia informar? Não valem os prêmios recebidos por Lula, nem as reportagens favoráveis, nem os salamaleques a ele dispensados por interessados em bons negócios. Falo de coisas tangíveis.

O Brasil apostou todas as fichas na conclusão da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio e perdeu. Quando eclodiu a crise mundial das finanças, em setembro de 2008, saiu a advertir contra a emergência do protecionismo e a defender o livre comércio. Deu em nada.

O Brasil apostou todas as fichas na emergência do G20 como organismo vocacionado para reformar o sistema financeiro internacional e perdeu. O G8 vai sendo substituído é pelo G2, com americanos e chineses de protagonistas.

O Brasil inicialmente apostou em liderar os emergentes contra metas de redução das emissões de carbono. Quando Estados Unidos e China mandaram avisar que Copenhague não iria chegar a nenhum acordo vinculante, nossa diplomacia viu uma janela de oportunidade para Lula fazer a flexão tática. Ele agora seria “o líder da luta contra o aquecimento global” (a custo zero, pois não ia mesmo acontecer nada na Dinamarca). Para no fim poder dizer que “a culpa não foi minha”.

Acabamos na mesa com Obama, para referendar a proposta americana. De saldo, só os aplausos que o presidente colheu por mais um bonito discurso.

Sem falar nas situações em que não restou nem o discurso, como Honduras. Das grandes iniciativas que ainda podem dar algum dividendo há o Irã, onde talvez o Brasil fature algo, no papel de mestre de cerimônias das manobras para disfarçar uma eventual rendição iraniana. Isso se Teerã render-se. Se não, nossa “vitória” dependerá da capacidade de os aiatolás imporem ao mundo um status de potência nuclear, no qual talvez peguemos carona.

Quem planejou isso merece uma medalha.

E assim por diante. Mas nada está perdido. Sempre poderemos recorrer à habilidade do presidente para transformar limões em limonadas e demonstrar por que, apesar de tudo, o saldo da nossa participação foi “muito positivo”.

Positivo para quem?
 
 
(Do Blog do Alon, aí ao lado)

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Sempre é Carnaval.

Terça-feira, 16.02.10

 

Há tratados, teses, livros e opiniões aos montes para explicar o fenômeno do Carnaval brasileiro. Eu prefiro apenas uma: nossa alma racista e colonial, misturada ao machismo a ela inerente. Aquela que nos faz ter reis em todas as modalidades: Rei Momo, rei do futebol, do tênis, da axé-music! E destinar aos negros – e com mais ferocidade às mulheres negras - os postos secundários da sociedade, à exceção dos dias do “reinado de Momo”.
 
Por três dias, ganhamos as ruas, fantasiados do que queremos ou podemos. As mulheres, especialmente, desfilam sua soberania quando as porta-bandeiras iluminam a avenida, não importando que após a quarta-feira voltem para a senzala eterna. Interessante é que o homem é o Mestre Sala e a mulher é a porta-bandeira, quase um acessório.
 
Essa idealização do império ficou patente ontem pela manhã, quando atravessava a rua e vi um carro alegórico retornando após a folia. Um velho negro com ar abatido tentava dar direção à carroceria, enquanto quatro negros jovens empurravam o que restou da magia daquela alegoria.
 
O orgulho da raça. Cínico. Hipócrita.Concedemos, com a nossa magnanimidade branca, três dias de euforia para afogar a mágoa, a dor e a raiva do racismo e do preconceito diários.
 
O desfile das escolas de samba do Rio – ainda que meu amor pela Mangueira aparentemente contradiga este discurso – é o exemplo mais feroz de tudo isto. Abriu-se na senzala o espaço para que as branquelas e branquelos exibam seu requebrado. Pretende-se assim mostrar que a igualdade é uma característica brasileira.
 
Tento suavizar este mal estar pensando que ainda assim, são negras e negros que fazem a festa. E divertem-se com a semgracisse – palavra nova! – dos colonizadores. Assim fica melhor.

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Agradecimento.

Terça-feira, 16.02.10

Aproveitando o Carnaval, deixo aqui um agradecimento ao cordão dos puxa-sacos.

 

Censurei 18 comentários este mês. Muito mais do que a média mensal que eu tinha antes.

 

Continuem daí, que eu os contabilizo daqui.

 

Sem abraços.

 

 

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Adelina Braglia às 09:24

Maravilhosa!

Terça-feira, 16.02.10

 

 

Foto: Wilton Junior - Agencia Estado

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Adelina Braglia às 09:18

Minhas eternas campeãs de todos os Carnavais..

Domingo, 14.02.10

 

BIA

 

 

 

 

 

 

Pérola Negra

 

 

 

 

ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA

 

 

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Adelina Braglia às 07:52

De volta para o passado.

Sábado, 06.02.10

Justiça do PA proíbe blogueiro de citar nome de deputado estadual

Por Thiago Rosa/Redação Portal IMPRENSA

A 1ª Vara do Juizado Especial Civil de Belém, no Pará, concedeu liminar ao deputado estadual Martinho Carmona (PMDB) contra o jornalista e blogueiro Augusto Barata. Autor da página Blog do Barata, o profissional de imprensa - ex-editor de O Liberal -está proibido de mencionar o nome do político em veículos de imprensa e sites pessoais.
A determinação foi imposta pela juíza Luana de Nazareth Santalices, de Belém. A liminar estabelece que o jornalista "se abstenha de fazer qualquer alusão, referência ou ilação à imagem do reclamante (Martinho Carmona), direta ou indiretamente, em matéria pela internet ou qualquer outro meio de comunicação; de fazer quaisquer menções à pessoa do autor, seja em nome ou alcunha dele (Martinho Carmona, pastor Carmona, deputado pastor, Carmona ou qualquer outra forma que o reclamante possa ser identificado".
A decisão é parte de ação por danos morais do deputado contra Augusto Barata. O político pede sessenta salários mínimos a título de reparação por comentários do jornalista em seu blog.
Uma fonte ligada ao deputado contou à reportagem que Carmona considerou ofensivos os textos publicados no blog, o que motivou a ação. A defesa do deputado diz que não há censura na tutela judicial. "O blog dele (Barata) pode funcionar normalmente, o que queremos é que cessem os comentários sobre o deputado Carmona", disse o advogado do reclamante, Mauro César da Silva de Lima.
Após a decisão, Augusto Barata publicou vários textos com título "censura", mostrando apoio de colegas de profissão, blogueiros e advogados contra a decisão judicial. A economista Adriana Vandoni, autora da página Prosa e Política - proibida de veicular comentários sobre o deputado mato-grossense José Riva (PP)- saiu em defesa do jornalista.
"Isso não é desrespeito à justiça, mas uma forma de protestar contra um instrumento inconstitucional que muitos juízes teimam em usar a toga para castrar a liberdade do cidadão de se expressar, castrar o direito do jornalista de informar, e do leitor de ser informado".
Audiência marcada para o dia dois de março deste ano, no Juizado Especial de Belém, definirá o andamento do caso."

 

 

 

PS: O Deputado Martinho Carmona é o mesmo contra quem o Ministério Público Federal ajuizou ação junto ao Tribunal Regional Eleitoral, em 2002, pedindo a cassação do seu registro de candidatura pelo uso indevido, em benefício da sua campanha, dos serviços do projeto social “Poder do Cidadão”, custeado pelaAssembléia Legislativa do Estado, da qual era então Presidente.

 

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Adelina Braglia às 07:02

Não enterrem nosso coração...

Quinta-feira, 04.02.10

 

Nós, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, vimos manifestar nosso repúdio e nossa indignação contra a liberação da licença prévia da UHE Belo Monte, e denunciar o descaso dos órgãos governamentais envolvidos na implantação desta usina, para com o cumprimento das leis que regem esse país, a democracia e o respeito dos direitos fundamentais dos cidadãos e cidadãs brasileiros. No dia 01 de fevereiro de 2010, aqueles que em tese nos representam, ao assinar a famigerada licença, comprometeram o futuro dos povos desta região e de nosso patrimônio maior, o rio Xingu.

Nós, moradores dos travessões da transamazônica, das margens do Xingu e de seus afluentes, das reservas extrativistas e terras indígenas, das áreas rurais e das cidades desta região, construímos nossas vidas ao longo de décadas, com tanto amor, suor e dedicação, em torno do rio Xingu, o coração de nossa região e de nossas comunidades. Organizamos nossas vidas em torno deste rio que sempre foi fonte de vida, muitas vezes a única via interligando nossas comunidades, caminho principal para nossas terras, nossas escolas, nossos cemitérios e sítios sagrados, porta de entrada para o resto do mundo. Nós que temos uma relação de amor e respeito pelo rio, pela vida e pelos povos, não assistiremos de braços cruzados aos desmandos daqueles, que desde Brasília, se crêem legitimamente empoderados para decidir o futuro de nossa região, sem nos consultar, sem nos ouvir, sem nos respeitar e alguns sem ter jamais colocado os pés em nossa região.

Questionamos a atuação dos órgãos governamentais de controle e ambiental no desenrolar desse processo. Denunciamos a rapidez e o atropelo que marcaram as diversas etapas do licenciamento ambiental de Belo Monte e a falta de transparência com a omissão de diversos documentos que deveriam por lei estar disponíveis para a sociedade através do site do IBAMA.
 
Afirmamos mais uma vez, que não fomos devidamente consultados e ouvidos durante o processo, apesar de termos requerido novas audiências públicas e oitivas indígenas junto a diversos órgãos. E ficamos extremamente preocupados com a irresponsabilidade daqueles que concederam esta licença prévia: será possível que as graves lacunas identificadas pela equipe de analistas ambientais nas conclusões do Parecer Técnico do IBAMA no. 114/2009, do dia 23 de novembro de 2009, foram inteiramente sanadas em apenas dois meses, de forma a que este mesmo órgão ateste a viabilidade da obra no dia 01 de fevereiro de 2010?

Não assistiremos passivamente a transformação de nosso território em um imenso canteiro de obras para a construção de uma usina, que não produzirá 11.000 mW (e sim 4.000 mW de energia média!), nem energia barata (as tarifas energéticas no estado do Pará estando entre as mais altas do país!), muito menos limpa (aqui sentiremos para sempre danos socioambientais irreversíveis) e certamente não para este Estado! Nem o rio Xingu, nem nossas vidas estão à venda e portanto não aceitaremos a implantação de uma usina que somente beneficiará o capital das grandes empreiteiras, mineradoras, indústrias siderúrgicas nacionais e estrangeiras.

Somos povos combativos e há 20 anos resistimos a esse projeto. Saibam que nossa luta continua, que a aliança entre os povos da região se fortalece a cada novo desafio, que nossa causa vem conquistando novos aliados a cada dia, ganhando uma dimensão que não conhece fronteiras.

Diante disso, afirmamos que caso a usina de Belo Monte venha a ser executada, todas as desgraças e mazelas oriundas deste projeto estão creditadas na conta de todos aqueles que, em desrespeito à todos os povos da Bacia do Xingu, compactuaram com essa tragédia.

Movimento Xingu Vivo para Sempre!
 
 

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Adelina Braglia às 21:16


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