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Nosso Roque Santeiro.

Quarta-feira, 30.07.08

 

 
 
Lá se vai nosso Roque Santeiro, o Ministro da Cultura Gilberto Gil, aquele que foi sem nunca ter sido.
 
Debite-se a ele a honestidade de propósitos: "Treinei minha voz para o canto, e não para discursos", que por sinal, eram éssimos.
 
Bom retorno, Gilberto Gil. A música brasileira agradece. E a cultura também.
 
 

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Adelina Braglia às 16:27

Feliz aniversário.

Segunda-feira, 28.07.08

 

 

Hoje o Travessia comemora três anos. 

Comemoro ao meu jeito. 

Com  um verso e uma música:

 

 

Há um intervalo onde me perco.
como me perdi nas escadarias do sonho,
ou nas curvas dos corredores.
 
Encontro no espelho um rosto que não reconheço,
- não pelos fios brancos nas sobrancelhas,
que estes já me são familiares -
mas pelos vincos ocultos,
além dos visíveis.
 
Vincos de tudo.
Vincos de nada. 
Cansaço. No espelho.

 

 

 

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Pra gente dormir em paz.

Domingo, 27.07.08

 

 

 

 

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Adelina Braglia às 23:17

Quem acredita na rapaziada?

Domingo, 27.07.08

  

O site Gestão Sindical apresenta um sumário da pesquisa do IPEA sobre a juventude brasileira:
 
  
"O desemprego é um problema cada vez mais grave para os jovens entre 15 anos e 29 anos, que já respondem por 46% do total de indivíduos nesta situação no país - a propósito, a razão desemprego juvenil/adulto aumentou para 3,5 nos últimos anos.
 
(...) 
 
Há atualmente 51 milhões de jovens, com idade entre 15 anos e 29 anos, que enfrentam múltiplos riscos e problemas em seu cotidiano. Há uma elevada incidência de mortes por homicídios e acidentes de trânsito. Os homicídios correspondem a 38% das mortes juvenis, ao passo que 27% das vítimas fatais de acidentes são jovens.
 
(...)
 
 Ademais, chega a 18% a porcentagem de indivíduos entre 15 anos e 17 anos que estão fora da escola, percentual que atinge 66% entre aqueles que tem de 18 anos a 24 anos - acrescente-se que a principal causa de abandono da escola entre os homens é o trabalho e, entre as mulheres, a gravidez.
 
(...) 
 
Por fim, a insuficiência de rendimentos é um risco para boa parcela da juventude - 31% dos indivíduos entre 15 anos e 29 anos podem ser considerados pobres, pois têm renda domiciliar per capita inferior a meio salário mínimo. O risco da pobreza é mais agudo para as mulheres e, também, para os negros - nada menos que 70% dos jovens pobres são negros"
 
(...)
 
No Pará, dados relativos ao período 2002-2004 apontam que 57% dos jovens entre 10 e 19 anos morre por “causas externas”, ou seja, homicídios, acidentes, suicídios.
 
Esse é o futuro que propiciamos à juventude: matar ou morrer. 
 
 
 
 

 

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Adelina Braglia às 22:43

Cale-se, Chavez!

Domingo, 27.07.08

 

 

Após um ano do incidente, Chavez confirma que o rei da Espanha tinha razão.

 

 

"Após 'Por qué no te callas?', Chávez convida: 'Vamos a la playa?'

Depois de troca de insultos, presidente venezuelano e rei Juan Carlos se reconciliam com aperto de mãos."

 

 

 

 

Manchete e foto Agência Estado.

 

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Adelina Braglia às 22:05

Estamos no jogo?

Quarta-feira, 23.07.08

 

Não há crise no Brasil. Nós somos a crise. Crise de ética, de decência, de moralidade pública, de valores como respeito e solidariedade. Somos também paspalhos apanhados na rede da inversão de valores. O tênis Nike, mesmo “pirata” tem mais importância do que o  livro. O tênis “piratex” é mais barato, inclusive, do que um livro. E a propaganda dele – do original, é claro – ocupa o horário nobre da TV.
 
Nós cevamos e colhemos a crise ética a partir da nossa casa, quando se faz um “gato” na rede de energia para baratear o custo do consumo doméstico ou comercial e quando se dá uma propina para o guarda de trânsito, ávido por recebe-la, e quando se rouba – é, é essa mesmo a palavra – um chicletinho da prateleira do supermercado.
 
Somos a crise quando nos portamos covardemente frente os abusos de toda ordem: engolimos a omissão e a conivência do poder local frente à apropriação do espaço público quando alguém invade o que é para todos com suas cadeiras de bar ou com a extensão da sua garagem para meio metro sobre a calçada, porque a bunda do seu carro novo é maior do que a garagem que tem.
 
Em qualquer pesquisa de opinião ou pesquisa eleitoral, mais da metade dos brasileiros diz que o que mais almeja é que a política de segurança pública contenha a violência urbana. Mas, a ânsia pelo funcionamento da assistência à saúde também alcança patamares assustadores, especialmente nas camadas pobres da população.
 
A ânsia por segurança é mais o clamor da classe alta e média, macaquinha, imitando os mais ricos, blindando seu carrinho, erguendo o muro da casa, colocando cerca elétrica ou pagando a duras penas uma segurança particular no seu edifício. E que só se assustou quando o assalto bateu à porta, ou quando a bala perdida o acertou na rua.
 
As pessoas no Brasil se matam pelos motivos mais banais e fúteis. Mas a polícia mata mais do que os bandidos. A maior parte dos crimes é contra o patrimônio e por isso a turma do andar de cima anda desesperada apelando contra a insegurança pública. De novo tem razão. A lei determina que o patrimônio é inviolável, salvo o patrimônio público!
 
O problema é que se rouba muito neste país, certamente seguindo o exemplo dos do andar de cima, que corrompem, traficam, contrabandeiam, se elegem ou elegem representantes e se perpetuam na história do país como seres  honestos, porque morrem antes que a Justiça  cega, surda e convenientemente paralítica se mova para puni-los.
 
É claro  que esta classe média chinfrim merece viver em paz. Todos merecem. Mas o destaque à violência é sempre maior nos jornais ou nas TVs do que o estado pecário dos postos de saúde abandonados, dos hospitais e pronto-socorros sucateados, dos depósitos de medicamentos vazios, que só são manchete quando alguém faz a desfaçatez de morrer na porta das unidades de saúde ou nas filas do SUS.
 
Não há Justiça no Brasil, ainda que alguns juristas tentem injetar-lhe morfina para prolongar a agonia de uma instituição corrompida e cartorial. Se a Constituição Federal determina que a saúde é dever do Estado e direito do cidadão, a principal tarefa dos Ministérios Públicos seria acionar as secretarias municipais e estaduais e o Ministério da saúde. Em última instancia processar prefeitos, governadores e presidente da República.
 
É óbvio que ainda há resquícios de preservação da espécie humana neste país. Poucos políticos, algumas instituições, organizações não governamentais e pessoas lutam todos os dias para não serem derrotados pelos pequenos canalhas. E eles estão em toda parte.
 
Os pequenos e grandes canalhas estão a nossa volta, num cerco que se forma há décadas e do qual tentamos nos libertar a cada eleição. Formado por um Presidente que diz não saber nada sobre a lama que escorre nos dutos do seu governo, por ministros cínicos que disputam o estrelato na mídia como pretendentes à carreira artística querendo alguns minutos de fama, por governadores (as) afogados na corrupção e na incompetência, prefeitos (as) respondendo processos por improbidade administrativa, vereadores, deputados e senadores com mandatos manchados pela corrupção e alguns pela violência explícita do crime organizado, o cerco parece se fechar cada vez mais.
 
Mas, se os meninos da periferia jogam bola por uma Tubaína, será que a gente não enfrenta esse jogo por cidadania? Estamos no jogo?
 
 

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Adelina Braglia às 23:02

"...Por quê parou, parou por quê?...."

Domingo, 13.07.08

 

 

"... Por quê parou?
     Parou por quê?


Parei porque vi violência
Parei porque vi confusão
Se a gente tomar providência
Desarma a polícia e o ladrão

 

(...)
 
(Moraes Moreira)

 

 

 

 

 

"Se chegarem as gentes, diga que eu vivo o meu avesso...."

(Hilda Hilst)

 

 

 

...volto logo. Espero ...rsrsrsrs.........

 

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O amor nos tempos....de ódio.

Terça-feira, 01.07.08

 

O amor levado aos extremos.
O pai busca o filho incasavelmente
Ainda que sem a certeza da esperança de vida,
mas certo de que quer tê-lo nos braços,
nem que seja para vê-lo morrer.
A mae que atira sua filha pela janela
 porque não tem “competência” para cuidar dela
 ama a filha no avesso da loucura e da solidão?
Ah! Maldita civilização doente
onde a solidão e a loucura estão tão próximas,
onde o amor e o ódio se confundem tanto,
que, às vezes, não percebemos as diferenças.
 
 
" Mãe é acusada de jogar a filha de oito meses pela janela
 
A polícia de Curitiba acusa a enfermeira Tatiane Damiane, de 41 anos, de ter jogado a filha de oito meses do sexto andar de um prédio de classe média, na região central da cidade, na noite de segunda-feira, 30. Segundo o delegado Antonio Campos de Macedo, em depoimento, a mulher teria dito "queria me livrar do pacote. Sempre fui incompetente para cuidar dela".
 
 
 
Jovem morre nos braços do pai logo após ser resgatado no AM
 
 
O  estudante Jonatan Santos, de 18 anos, morreu nos braços de seu pai no domingo, 29, após ser encontrado em mata fechada na BR-174 (Manaus-Boa Vista), onde havia se perdido. O jovem foi encontrado após 78 dias de desaparecimento, por seu pai, Edilson Santos, e por oficiais do Cchegou a conversar com o pai antes de morrer, segundo relato do coronel Antônio Dias dos Santos, comandante do Corpo de Bombeiros no Estado do Amazonas. (...) 
                        
 As buscas oficiais pelo rapaz já tinham sido suspensas. Mesmo assim, o pai do garoto não havia desistido de encontrar o filho e, por conta própria, continuou a procurar. "É uma história de persistência paterna, muito triste. O Corpo de Bombeiros foi além das 72 horas de buscas, fomos até 14 de maio, pouco mais de um mês depois de 12 de abril (quando o jovem desapareceu). Mas o pai nunca desistiu. O pai, senhor Edilson, estava nas buscas, que eram sempre muito difíceis, em mata fechada", afirmou o coronel.orpo de Bombeiros. "
 

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